A ILHA DE SC em 1789 - Dessa época em diante entrou a ilha novamente em prosperidade, tendo chegado, por volta de 1789, a ter apreciável desenvolvimento agrícola, notadamente o café, o açúcar, o algodão, o trigo, o anil, a baunilha, a cebola e o alho.
A cultura do algodão teve apreciável importância depois que o governador José de Melllo Manoel tornou obrigatório, em 1753, o plantio de 100 pés da malvácea por todo aquele que tivesse 100 braças de terra lavrada e cultivada, sob pena de as perder.
A indústria era representada pela pesca, tecidos de algodão e linho, para o que havia um pequeno tear em cada casa, e criação de cochonilha, alimentada com urumbeba, e de que se extraía linda tinta purpúrea. A criação desse inseto foi iniciada em 1786.
A capital de Santa Catarina está, como se sabe, assentada na ilha do mesmo nome, com duas barras, uma ao norte, outra ao sul.
Essa ilha que é, em recantos, no pitoresco maravilhoso das suas praias e na variedade empolgante das suas paisagens, uma das mais lindas partes do Brasil, tem 170 km de perímetro e superfície total de 504 km2.
Como os novos elementos da vida, nacionais ou estrangeiros, tenham preferido instalar-se na terra firme, verificou-se uma grande decadência na população da ilha.
Em vista disso, o atual governador, Hercílio Luz, está promovendo a colonização da mesma, pretendendo que o governo conceda, a cada família, um lote de 5 a 10 hectares, a preço módico e prazo de dez anos sem juros, aparelhamento agrário e garantia de subsistência até a primeira colheita.
O pensamento do referido administrador é desenvolver na ilha a horticultura, assim como a cultura da vinha e de várias frutas de grande consumo.
- CRISPIM MIRA - Terra Catarinense/PZZ Edit./SP/2008.
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