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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Greve no Transporte Coletivo de Florianópolis

Quem representa (efetiva e não formalmente) os interesses da população usuária e dependente do transporte coletivo em Florianópolis?  A administração municipal (encabeçada por um Prefeito "neoliberal"), o legislativo, a grande mídia (tradicionalmente vinculada aos interesses das empresas), o Ministério Público do Trabalho, com certeza, não exercem tal papel. Eles e suas famílias não usam os "buzões".
E, por falar em administração, legislativo, mídia, ministério público  e justiça, cumpre perguntar: e o problema jurídico das permissões vencidas, da licitação pendente, da "legalidade" (o prefeito adora utilizar-se de tal palavra)? Onde anda o "Parquet" estadual que não toma uma atitude contundente para dar solução à vergonhosa pendência?
O gestor público, que cunhou a expressão "sindicalismo selvagem" não usa a mesma ênfase para referir-se ao mandonismo das empresas do setor, que manipulam a Câmara de Vereadores e o Executivo da forma mais  evidente e imutável, há décadas.
Há muito mais a considerar que os salários (e outras condições de trabalho) dos "colaboradores" do transporte coletivo.
As empresas ampliam seus lucros com a ocupação de quiosques por outros pequenos empresários (embora o façam em nome da COTISA, das quais são as únicas sócias), com a locação de parabrisas traseiros de ônibus para publicidade, com a cessão de espaços nos Terminais para a colocação de peças publicitárias, etc..., etc... Assim, o equilíbrio financeiro dos contratos de permissão (deveriam ser de concessão) não deveria levar em conta apenas os fatores tarifa e custo operacional. 
Será que as empresas dão notícias ao Executivo e à Câmara de Vereadores dos valores que faturam com os contratos de publicidade que assinam com terceiros e será que a Municipalidade leva em conta tais valores para averiguar o equilíbrio financeiro do setor? Ou fazem os administradores e legisladores vista grossa, pelo fato (notório) de que os empresários do setor lhes custeiam as campanhas eleitorais?
Os eventuais excessos dos sindicalistas (parece que se resumem a um só, Ricardo Freitas, sendo os dirigentes sindicais por ele manipulados), ao seu turno, podem ser antipáticos e reprováveis, mas todo o quadro acima descrito é muito mais preocupante, para os interesses da população, embora a grande mídia se empenhe, indisfarçadamente, em inculcar na mente dos usuários do transporte coletivo exatamente o contrário.
Está na hora dos usuários criarem uma associação que os represente, efetivamente, posto que aqueles que deveriam fazê-lo não possuem legitimidade (não confundir com legalidade), há muito perdida. 
Faltos os usuários de representação, só os estudantes, em movimentos "livres" (algumas vezes atrelados a interesses eleitoreiros, criando cenas de repressão policial, que serão usadas na propaganda dos partidos de oposição ao Prefeito) de protesto, cumprem o decisivo e importantíssimo papel de mostrar a insatisfação pública com as indefinições e maracutaias. E, por isto, levam pau, sem dó nem piedade, da mídia e da gloriosa PM, quando vão às ruas
Salve a república e a democracia (que eu gostaria de escrever com maiúsculas)!!!
Ouça, leitor, as músicas postadas acima, com atenção para as letras.

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Post scriptum:

O Prefeito diz que não aumentará as passagens e que aqueles que apostam nisto quebrarão a Cara.
Podem apostar que irá arranjar uma fórmula para subsidiar as empresas.

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