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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Estados da Noruega cortam subsídios às Testemunhas de Jeová





Procuradoria-Geral puniu a religião por discriminar ex-fiéis

Viken e Oslo, dois Estados (ou condados) da Noruega, de um total de 11, cortaram os subsídios oficiais à religião Testemunhas de Jeová para puni-la pelo ostracismo que impõe aos ex-fieis. A instituição fundamentalista cristã deixará de ser beneficiada ao equivalente em R$ 8,5 milhões por ano.

A decisão foi tomada com base em denúncias de ex-TJs e em publicações da própria religião, com o destaque de que nem sequer as crianças são poupadas da intolerância. Trata-se também, segundo a Procuradoria-Geral dos Estados, de uma infração aos direitos da criança. "É um controle social negativo."

A Procuradoria informou em seu site ter constatado que a TJs viola a Lei das Comunidades Religiosas porque impede que os excluídos (por vontade própria ou não) tenham contatos com fiéis, mesmo os parentes.

Confirmou que a agremiação "tem regras detalhadas como os seus membros devem praticar a exclusão e o isolamento social em relação a esses grupos".

"As regras são comunicadas aos fiéis através de livros e artigos de estudo, entre outros meios."


Acabou a mamata

Chamou a atenção da procuradoria o fato de que quem quiser exercer o seu direito de votar em eleições políticas também serão expulsas da igreja.

"Consideramos as infrações sistemáticas e intencionais, optamos por recusar subsídios."

Na Noruega, a exemplo de outros países, incluindo o Brasil, os excluídos (ou "desassociados", na terminologia da religião) tornam-se militantes contra as arbitrariedades das Tjs. Não há nenhum paralelo com fiéis de outras crenças.

Recentemente, esses opositores obtiveram o apoio de Rolf Furuli, professor de idiomas semíticos na Universidade de Oslo.

Depois de 60 anos representando as TJs em eventos da Noruega e em outros países, Furuli foi expulso por escrever um livro, "A Minha Querida Religião — e o Corpo Governante", criticando os dirigentes da religião, com sede nos Estados Unidos.

Todos os livros de Furuli entraram na lista das leituras proibidas aos fiéis.


> Com informação da Administração de Viken e Oslo, dos sites Vart Land e Varinget e outras fontes.

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