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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

GOVERNAR PELO TEMOR

Quando Bolsonaro e Mourão - ainda candidatos - proclamaram-se adeptos da tortura e fã do torturador Ustra, sinalizaram que fariam um governo fundado no temor.

E estão cumprindo. Temem as pessoas o "comunismo" (mesmo sem saber do que se trata), pela perda de suas propriedades, supostamente ameaçadas pelo PT e outros partidos de esquerda, pela perda dos empregos, pela fome, pelos excessos das Polícias, pelo descaso com a saúde, pela destruição do meio ambiente (que ameaça as gerações atuais e futuras), pela perda do poder aquisitivo, pela quimera religiosa que Bolsonaro e seus sequazes apregoam, chamada inferno, etc...

O eminente historiador EDWARD GIBBON - Declínio e queda do Império Romano -  Edit. Schwarcz Ltda - SP/2005, p. 581, já disse, com sobras de razão, que o temor é o primeiro princípio de um governo despótico. 

Ouso acrescentar que o temor é também a arma que aterroriza os ingênuos crentes e os faz se despojarem dos seus salários e até de suas propriedades, em favor de pastores, padres, bispos e outros embusteiros que se dizem representantes de deus.

O que há de mais pernicioso na face da terra é a aliança mal intencionada do "trono" (governo) com o "altar" (religião). 

Ela é efetiva, no caso desse (des)governo fascista, que só sabe suprimir direitos conquistados, eliminar expectativas alvissareiras, desanimar as pessoas quanto à segurança de um futuro promissor, puxar o país para baixo, mantendo-o submisso e dependente das denominadas "potências". 

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