A maioria dos Tribunais do País volta ao trabalho normal hoje.
Prazos suspensos voltam a ser contados, reabrem os cartórios judiciais, etc...
Mas as esperanças não se renovam, porque todos sabemos que a velha morosidade continuará a prevalecer.
Só o sistema para recolhimento de custas mostra eficiência. A pavonice das becas e togas não corresponde às exigências do art. 37 da Constituição Federal, que exige a observância do princípio.
No mais, a desejada celeridade processual não é atingida, incontáveis decisões são reformadas, e reformadas e reformadas, nas várias instâncias. Recursos em excesso, pessoal insuficiente, promotores malandros, juízes despreparados e outras mazelas não podem ser escondidos. De pouco adianta mascarar os problemas com a implantação de processo eletrônico, como se este fosse a solução para tudo.
Há, enfim, insegurança jurídica gritante e escandalosa, ou seja, o funcionamento da Justiça é de visível precariedade, com todos nós, os atores do sistema, tendo que assumir nossas parcelas de culpa.
Não é justo atribuirmos a culpa pelo descalabro apenas aos magistrados. Advogados, promotores e servidores públicos temos as nossas participações em tal quadro, que chega a ser deprimente.
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