Toda construção, em tese, precisa, na forma da legislação vigente, engenheiros responsáveis pelos projetos, pela fiscalização da execução dos mesmos, exigindo-se anotação de responsabilidade técnica nos CREAS, entre outras formalidades.
Pois bem: como se explicar que, no Jurerê Internacional, por exemplo, tenham sido aprovados projetos de edifícios e grandes casas que, quando de chuvas nem tão intensas, ficam inundados?
Quem conhece aquela região - anteriormente aos empreendimentos da Habitasul - sabe que faziam parte da bacia do Rio Ratones dois outros rios, dele derivados: o do Meio e o do Faustino, que serviam de desaguadouro do Ratones para o mar.
A empresa do Sr. Péricles Druck, agindo em total afronta ao regime de águas da aludida bacia, pôs fim ao do Meio e Faustino, mexendo em toda a capilaridade local, invertendo fluxos, criando canais inexistentes, etc...Isto veio agravar a situação criada pelo falecido Gov. Celso Ramos (que mudou significativamente os cursos d'água na bacia (por volta de 1950), mexendo também com os rios Pacaquara e da Palha, isto porque adquirira uma fazenda em Canasvieiras e queria diminuir as áreas inudáveis daquela gleba. Conivente com ele, os políticos que, à época, manobravam o antigo DNOS e até o TJ/SC, que julgou improcedente uma ação popular, mercê da qual uma cidadã questionava o empreendimento de Péricles Druck. O órgão de Justiça teve a coragem de declarar que os rios suprimidos não tinham importância no ecossistema.
Esta é a explicação para os eventos danosos aos moradores e visitantes de Jurerê Internacional: degradação ambiental, cuja culpa pode ser atribuída, também, aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, à FLORAM, às Secretarias do Município, à FATMA, ao IBAMA, etc..., os quais, possivelmente cooptados, permitiram tais descalabros.
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