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domingo, 20 de abril de 2014

Famílias da Ocupação Amarildo invadem terreno nos Ingleses, em Florianópolis


Eles se encontram nas terras ao lado do Costão Golf Club, próximo a SC-406
Famílias da Ocupação Amarildo voltaram a invadir um terreno na Ilha
Foto: Guto Kuerten / Agência RBS

Alguns integrantes da Ocupação Amarildo deixaram as terras que estavam na região do Morro dos Cavalos, na Palhoça, e voltaram a invadir um terreno na Ilha na manhã deste domingo. Agora eles se encontram nas terras ao lado do Costão Golf Club, próximo a SC-406, no bairro dos Ingleses.

De acordo com o líder da ocupação, Rui Fernando, o acampamento no terreno em Palhoça era provisório e eles aceitaram a transferência da SC-401 para lá apenas para evitar que algo mais grave acontecesse, comprometendo a integridade das famílias:

— Nós somos companheiros dos índios, estamos aqui para somar na luta dos movimentos sociais — afirmou o líder em entrevista à rádio CBN — A ocupação aqui tem por objetivo manter um acampamento provisório até que saia a homologação das nossas terras e o efetivo assentamento das famílias — concluiu. 

Ele afirmou também que parte das famílias se locomoveu para este terreno e ele espera que até terça-feira todas as 496 famílias estejam presentes. 

Segundo o blog Bloco de Notas, neste local funciona o Lar Recanto da Esperança, que atende dependentes químicos em recuperação. 

Polêmica em terreno em Palhoça 

Depois de deixarem o acampamento na SC-401, no norte da Ilha, as famílias estavamalocadas em um terreno próximo ao Morro dos Cavalos, no bairro Maciambu, em Palhoça, desde a última terça-feira, 15. Porém, a proprietária dessa área afirmou que não permitiu a ocupação. O imóvel da mexicana Rocío Delfín foi alugado pelo padre Luiz Prim em 2008 e ele que teria deixado que a região fosse usada com acampamento provisório. 

A área de Morro dos Cavalos foi reconhecida pelo Ministério da Justiça em 2008 como terra indígena. Por isso, Rocío espera o desenrolar da questão para vender o imóvel ou receber a indenização do governo federal. Além disso, ela e seu ex-marido disputam a propriedade do terreno em um processo que tramita na Vara de Família do Fórum de Palhoça.

O Conselho Indigenista Missionário - Regional Sul (Cimi Sul) divulgou uma nota no dia 19 de abril, Dia do Índio, em que condenava a ocupação do terreno em Palhoça – reivindicada por eles como terra indígena Guarani. No texto, eles dizem que a transferência do acampamento pelo governo estadual e federal é um ato de violência contra os Guarani. O Conselho também afirmou se solidarizar com os integrantes do acampamento, "que dignamente lutam por terra, moradia e justiça".

Fonte: DIÁRIO CATARINENSE


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