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quarta-feira, 31 de julho de 2019

Bayer já soma mais de 18 mil processos nos Estados Unidos pela venda do glifosato




Empresa não previa essa avalanche de ações judiciais que vem caindo há meses sobre o novo gigante agroquímico mundial




Redação

RFI

Paris (França)
30 de jul de 2019 às 18:59







O grupo químico alemão Bayer enfrenta 18,4 mil ações nos Estados Unidos contra o herbicida glifosato, de sua subsidiária Monsanto, um volume de processos que segue aumentando constantemente, “envenenando” a integração do grupo norte-americano comprado no ano passado.


Os US$ 63 bilhões desembolsados em junho de 2018 pelo grupo fariam desse casamento a maior aposta da história da Bayer. A expectativa, no entanto, não previa essa avalanche de ações judiciais que vem caindo há meses sobre o novo gigante agroquímico mundial, em um episódio difícil de ter seu desfecho avaliado.

Só no final do mês de abril, 5 mil novos processos se somaram a esta ameaça judicial, revelou nesta terça-feira (30/07) o grupo, já condenado por três vezes a compensar um ex-jardineiro, um aposentado e um casal que sofrem de câncer.

Nesses casos iniciais, na Califórnia, os júris indicaram que o uso por longo prazo e repetido do glifosato pode ter causado o linfoma não-Hodgkin dos requerentes, um ponto implacavelmente contestado pela Bayer.

Eles também sancionaram o "comportamento repreensível" da Monsanto, visando "impedir, desencorajar ou distorcer a investigação científica", uma vez que os primeiros estudos internos do grupo "sugeriram que o glifosato poderia causar câncer".

Os valores devidos pelo grupo em cada caso, no entanto, foram bastante reduzidos pela segunda avaliação de um juiz, de US$ 289 milhões para US$ 78 milhões, de US$ 80 milhões para US$ 25 milhões e de US$ 2 bilhões para US$ 86,7 milhões, respectivamente.

Mas este é apenas um pequeno alívio para a Bayer, que pretende apelar para ser isenta de toda a responsabilidade, apoiando-se em centenas de estudos favoráveis e no endosso de reguladores em todo o mundo desde o lançamento do glifosato no mercado, em meados da década de 1970.





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Empresa não previa essa avalanche de ações judiciais que vem caindo há meses sobre o novo gigante agroquímico mundial


'Provavelmente cancerígeno'

A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), um desdobramento da OMS, considerou em 2015 que o glifosato era "provavelmente cancerígeno". No entanto, esta é uma avaliação do risco absoluto do produto, não o risco de exposição a doses constantes.

A Bayer também promete "participar ativamente" na mediação decidida no final de maio por um juiz de São Francisco, e confidenciou ao advogado Kenneth Roy Feinberg que "só vai considerar um acordo amigável se este for financeiramente razoável", advertiu o chefe Werner Baumann.

Em junho, quando as ações da Bayer já haviam perdido 40% do seu valor de mercado em menos de um ano, os analistas do Berenberg Bank apostavam em um valor de cerca de US$ 1 milhão por requerente, o que elevaria as despesas da empresa para dez bilhões de euros.

Citado nesta terça-feira pela agência alemã DPA, Markus Mayer, do Banco Baader, estima um acordo que inclua entre € 15 bilhões e € 20 bilhões. Outros analistas acreditam que a Bayer persistirá em uma longa e dispendiosa batalha judicial com a Suprema Corte.

"Acreditamos que eventualmente venceremos nesta disputa, com base em conquistas científicas, e continuamos determinados a defender com vigor", disse Werner Baumann.

Administração desaprovada

O inventor alemão da aspirina fez a maior aquisição de sua história, no ano passado, ao comprar a Monsanto, confiando na crescente demanda de produtos químicos para alimentar um planeta cada vez mais povoado e afetado pelo aquecimento global.

Mas o grupo desde então só lidou com uma cascata de processos direcionados à Monsanto, a tal ponto que os acionistas da Bayer infligiram, no final de abril, uma desaprovação à administração ao votar contra sua estratégia.

Entre estes está o fundo ativista norte-americano Elliott, que controlava no final de junho cerca de 2% do grupo e é considerado um estímulo à quebra de grandes conglomerados por IPOs parciais.

A Bayer ainda não concluiu sua reestruturação, anunciada no último outono, que inclui a eliminação de 12 mil posições, o que interferiria nos resultados trimestrais.

Fonte: https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/59714/bayer-ja-soma-mais-de-18-mil-processos-nos-estados-unidos-pela-venda-do-glifosato

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