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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Achavam que explodiriam as casa dos outros e ficaria por isto mesmo?


Claro que sabiam que a resposta viria de forma igualmente violenta e é isto mesmo que queriam.
Os paises ocidentais metidos a "grandes potências" têm invadido os quintais alheios e lá detonado munição e petardos à vontade, sempre sob o argumento falacioso de estabelecer ou restabelecer a democracia, quando sabido, que, por detrás daquelas ações belicosas esconde-se a conveniência de prestigiar os interesses dos fabricantes de armas e de veículos, bem como das empresas de petróleo (os quais financiam campanhas políticas), entre outras, igualmente inescrupulosas.
Assim aconteceu no Líbano, no Kwait, no Iraque, na Líbia, no Afeganistão, só para exemplificar.
Seria muita pretensão imaginar que aqueles que perderam parentes e amigos não iriam adotar nenhuma medida de represália e que não seriam instigados por grupos religiosos interessados em mitigar a penetração cristã nas suas áreas de influência.
Agora, o revide de "fundamentalistas muçulmanos", já esperado e até desejado, volta a servir aos mesmos interesses dos grupos ocidentais, pondo os povos em polvorosa, por temor às represálias. Então, os estados ocidentais se armam, compram veículos e outros equipamentos bélicos, gastando mais combustível, para implementar as chamadas medidas de segurança nacional.
Assim se mantém uma espécie de moto perpétuo, com o qual os povos são sacrificados, os bancos ganham muito também e os políticos se perpetuam no poder, até porque, combatendo os muçulmanos, agradam católicos, judeus e evangélicos, pelo menos e isto se traduz em votos.

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O que a Europa tem medo de dizer
11.10.2012, 13:57 


© Flickr.com/zoetnet/cc-by


As autoridades francesas apreenderam a vários islamitas materiais para a fabricação de engenhos explosivos. "Estamos diante de um grupo terrorista que representa um perigo sério", declarou o promotor de Paris, François Molins.


As autoridades reconhecem que os extremistas não vieram do estrangeiro, ou seja, são um produto da sociedade francesa. Aliás, a própria população local é alvo de manifestações racistas por parte dos imigrantes das antigas colônias, afirmam alguns políticos franceses que iniciaram o debate sobre este tema.

Um dos participantes da discussão, Gilles William Goldanel, advogado e publicista, presidente-fundador da organização Advogados sem Fronteiras, declarou que o problema se coloca há muito tempo mas que até agora tem sido envolvida em um véu de silêncio.

O advogado tem a sua explicação para isso. A Segunda Guerra Mundial e o holocausto perturbaram os ocidentais, uma vez que estes crimes foram levados a cabo por europeus em nome da raça branca. Isso levou a que os ocidentais tivessem uma espécie de ódio por si próprios e abriu caminho àquilo que Gilles William Goldanel chama "um amor pouco saudável pelas diferenças".

Há dois anos, Thilo Sarrazin, político alemão do Partido Social Democrata, publicou o escandaloso livro "A Alemanha se extingue a si mesma", no qual descreveu o mesmo problema relativamente ao seu país. Depois disso, foi obrigado a abandonar a Junta Diretiva do Deutsche Bundesbank, devido a acusações de racismo.

Na opinião de Thilo Sarrazin, os imigrantes muçulmanos, mesmo na segunda e terceira geração, na sua maioria não conseguem (e não querem) integrar-se na sociedade alemã. Como resultado, no pano de fundo de redução da natalidade entre a população alemã, a composição étnica do país vai mudando, levando à redução do nível intelectual dos habitantes da Alemanha.

Alguns especialistas consideram que a conceção europeia de multiculturalismo foi desde o início uma espécie de projeto econômico.

No fundo, ter-se-ia tratado de uma espécie de acordo tácito com os imigrantes, chamados a ocupar os postos de trabalho vagos na Europa. Em troca da lealdade ao país de acolhimento, foi-lhes deixado conservar o seu estilo de vida, os seus costumes e rituais. Há que reconhecer que os europeus não souberam prever todas as consequências.

Os imigrantes continuam a considerar os seus empregadores como "exploradores" e "opressores". Consequentemente, aos olhos dos europeus, os imigrantes são vistos como "criados", como passageiros "de segunda classe", tal como escreveu Marx, agora em versão politicamente correta.

Pelos vistos, os políticos da Europa (e não só eles) deverão corrigir significativamente a sua política de imigração, tornando-a mais aberta mas principalmente mais justa. Para começar, há que começar a chamar as coisas pelos seus nomes. A julgar por tudo, é precisamente este primeiro passo que os europeus têm muita dificuldade em dar.

Fonte: VOZ DA RUSSIA

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