VALE LEMBRAR: Antes, a agiotagem era execrada pelas religiões. Mas, depois que a Igreja Católica tornou-se dona de várias instituições financeiras, o discurso foi deixado de lado e a punição de agiotas caiu em desuso, demonstrando que a gestão pública de interesses coletivos segue a conveniência dos urubus do Vaticano e dos seus imitadores. Os bancos e financeiras sempre exercerão influência deletéria sobre os gestores públicos, em detrimento dos interesses supraindividuais. Num setor onde a concorrência é mitigada, como consequência da absorção dos pequenos pelos grandes, o favorecimento resta concentrado e o poder de compra dos gestores também. Assim, os administradores públicos comem pelas mãos de uns poucos, na Espanha como em qualquer ouro país.
Aqui no Brasil (notícia de hoje), o Banco Central finge que ainda não sabe e que vai investigar se os bancos estão a cobrar taxas ilegais dos clientes. Corja de hipócritas. Por essas e outras lambanças é que o PT perdeu o meu respeito e o de muitas outras pessoas da sua base ideológica.
Aqui no Brasil (notícia de hoje), o Banco Central finge que ainda não sabe e que vai investigar se os bancos estão a cobrar taxas ilegais dos clientes. Corja de hipócritas. Por essas e outras lambanças é que o PT perdeu o meu respeito e o de muitas outras pessoas da sua base ideológica.
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Ajuda a bancos impede Espanha de equilibrar contas públicas
Sílvio Guedes Crespo
O governo da Espanha está fazendo o maior esforço fiscal desde a democratização do país, cortando gastos públicos em diversas áreas. Mas as ajudas ao sistema financeiro têm impedido que o setor público equilibre suas contas.
Ao revisar a estimativa do resultado fiscal do ano passado, o Eurostat, escritório oficial de estatística da Europa, afirmou: “O aumento do déficit em 2011 deve-se principalmente à reclassificação de injeções de capital por parte do governo central nos bancos Catalunya Caixa Bank, NCG Bank e Unnim Bank [...]“, conforme destacou o jornal El País.
Sem contar as injeções no setor financeiro, o déficit da Espanha ficou em 7,4% do PIB (produto interno bruto). Incluindo esse segmento, o indicador sobe para 9,4%. Ambos estão acima da média da União Europa, onde o déficit fiscal é de 4,4%.
Fonte: ESTADO DE SP
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