ARTHUR SCHOPENHAUER - Da morte e sua relação com a indestrutibilidade do nosso ser-em-si - Martin Claret Editor/SP/2002, p. 119:
Não consigo ver um cachorro preso sem experimentar imensa compaixão por ele e profunda indignação contra seu dono, e lembro-me com satisfação do caso relatado no Times, há alguns anos, em que um lord, dono de um imenso cão, que mantinha sempre acorrentado, certo dia, passeando pelo jardim, tentou acariciá-lo, e como resposta o cão arrancou-lhe o braço - e com toda razão!
Com isso certamente queria dizer: “Não és meu dono, mas meu demônio, fazendo um inferno a minha curta existência”.
Que todos que deixam cães acorrentados sofram o mesmo!
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