
Crédito,Getty ImagesLegenda da foto,Empossado em 2017, o chefe do Opus Dei Fernando Ocáriz Braña não foi nomeado bispo pelo papa Francisco, como mandava a tradiçãoArticle InformationAuthor,Edison Veiga
Role,De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
20 janeiro 2026
Nos intrincados escaninhos da máquina política que comanda a Igreja Católica, uma pasta especial repousa há anos em busca de solução.
É o caso Opus Dei, que trata da situação da quase centenária organização que há mais de 40 anos recebeu um privilégio inédito e único na hierarquia do Vaticano.
Tal poder concedido está, no entanto, está com dias contados após reformas impostas pelo papa Francisco (1936-2025).
Em 1982, o papa João Paulo 2º (1920-2005), simpatizante da instituição, mudou o status da organização de "instituto secular" (que, tipificado em 1947, reconhece organizações cujos membros seguem a fé católica, mas não renunciam a práticas comuns de seu meio social e nem se fecham em ordens religiosas) para "prelazia pessoal".
Apesar de muitos interpretarem o termo "pessoal" como se fosse o reconhecimento de uma proximidade na relação com o papa, não se trata disso.
Tradicionalmente, as instituições religiosas estão ligadas às suas dioceses — baseadas na territorialidade, elas são comandadas por um bispo. As dioceses, por sua vez, respondem à Santa Sé.
Já a prelazia pessoal não se baseia na localidade, e sim na pessoa dos membros — por isso o termo "pessoal".
Por esta classificação, uma prelazia pessoal não responde ao bispo da diocese onde está baseada, mas ao seu prelado, o líder superior da organização.
Ainda mais importante, o Opus Dei foi a única organização já classificada dessa forma até hoje. Mas, mudanças determinadas por Francisco retiraram recentemente seu status de prelazia pessoal.
Na teoria, a mudança concedida por João Paulo 2º serviria para conciliar o carisma da organização, que sempre defendeu o exercício da santidade por leigos, com a necessidade de estruturá-la administrativamente dentro da Igreja.
Na prática, deu ao Opus Dei uma autonomia singular na história do catolicismo, deixando, por exemplo, de ter que prestar satisfação aos bispos.
Era como se a organização fosse considerada, ela própria, uma diocese. Não à toa, virou costume também que o papa nomeasse o prelado do Opus Dei como bispo.
Nos anos 1980, no contexto da Guerra Fria, as benesses concedidas ao Opus Dei foram interpretadas como um passo mais à direita do catolicismo.
Fazia sentido: João Paulo 2º era publicamente contrário aos regimes socialistas e aos discursos comunistas. Quando ele morreu, veio Bento 16 (1927-2022), que não mexeu as peças do tabuleiro, deixando o Opus Dei com o mesmo espaço.
Após a renúncia de Bento, o pontificado de Francisco (1936-2025) incluiu o caso Opus Dei na lista do que precisava ser revisto. Segundo vaticanistas, o papa argentino se incomodava com a autonomia do grupo, considerada excessiva por ele.
Ao mesmo tempo, ele entendia que nenhuma instituição dentro do catolicismo poderia gozar de um regime de exceção.
Em sua reforma na máquina administrativa do Vaticano, Francisco viu a oportunidade de enquadrar a instituição.
Para completar o clima de tensão, o sacerdote espanhol Fernando Ocáriz Braña, chefe do Opus Dei desde 2017, não foi nomeado bispo por Francisco, como esperado segundo a tradição. Foi o primeiro prelado do Opus a não receber o título.
Para analistas, isso foi um recado: Francisco queria mostrar que o tempo de privilégios havia terminado para a organização.
"Francisco foi o papa que enfrentou o Opus Dei, que até então era praticamente intocável pela influência política e financeira que teve no Vaticano", diz à BBC News Brasil o jornalista português Rui Pedro Antunes, autor do livro Opus Dei: Eles Estão no Meio de Nós (Matéria Prima, 2016).
O teólogo e historiador Gerson Leite de Moraes, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, afirma que Francisco era um "herdeiro" da tradição do Concílio do Vaticano 2º, ocorrido entre 1962 e 1965.
Aquele concílio trouxe para a Igreja questões sociais e temas da atualidade, além da discussão sobre o poder compartilhado com as dioceses e bispos — ponto que ficou bastante evidente durante o pontificado de Francisco, que se colocava como "mais um bispo" e se mostrava aberto à maior participação das dioceses.
"Ele buscou abrir a Igreja para temas importantes e atuais.
O Opus Dei é uma força retrógrada, e sua estrutura jurídica permitia que ela navegasse na direção contrária [do esforço do Papa em trazer a Igreja para esses temas e de ampliar a participação das dioceses]", explica Moraes.
As mudanças impostas pelo papa Francisco

Crédito,ReutersLegenda da foto,Francisco ordenou que o Opus Dei publique um novo estatuto
Francisco publicou três documentos em 2022 e 2023 que impuseram a necessidade de mudanças no Opus Dei.
Em primeiro lugar, a organização passou a ter de se reportar ao Dicastério para o Clero, e não mais ao Dicastério para os Bispos. Dicastérios são órgãos administrativos e temáticos comandados por prefeitos, nomeados pelo papa.
Como antes o Opus Dei tinha um status semelhante ao de uma diocese sem território, respondia ao Dicastério para os Bispos. Mas, depois, passou a se reportar ao Dicastério para o Clero, abaixo na cadeia de comando, voltado a assuntos relacionados aos padres e diáconos.
Assim, a mudança de dicastério foi vista como um rebaixamento e uma perda de poder.
Francisco também determinou que o Opus Dei passasse a apresentar relatórios anuais de suas atividades — e não quinquenais, como ocorria antes. E oficializou que o prelado da instituição não seria automaticamente nomeado bispo.
Mas a mudança mais nevrálgica foi no papel dos leigos, ou seja, os integrantes da organização que não são religiosos consagrados, como padres e freiras.
No entendimento de João Paulo 2º, em comum acordo com o fundador do Opus Dei, os leigos eram entendidos membros da prelazia.
Em 2023, o então papa mudou o status do Opus Dei de prelazia pessoal para associação clerical pública — que pressupõe uma submissão à hierarquia da Igreja e na qual há uma primazia do clero, embora os leigos também possam participar.
"Ao tornar o Opus Dei uma associação clerical pública, retirou-lhe margem de manobra e, por consequência, poder", explica Antunes.
Na reforma de Francisco, os católicos leigos também passaram a precisar estar ligados à diocese de seus territórios. Com as novas regras, o religioso que foi consagrado ganha importância.
"Os leigos podem dedicar-se às obras apostólicas de uma prelazia pessoal mediante convenções estipuladas com a própria prelazia; o método desta cooperação orgânica e os principais deveres e direitos relacionados a ela são determinados com precisão nos estatutos", diz o texto promulgado.
Dados oficiais do Opus Dei contabilizam atualmente 90 mil membros na instituição, a grande maioria leigos. Apenas 2015 membros são sacerdotes.
As regras impostas por Francisco também obrigam o Opus Dei a atualizar seu estatuto. Isto vem sendo feito, mas alguns críticos entendem que de forma mais lenta do que o Vaticano gostaria.
Embora não exista um prazo determinado para a publicação do novo estatuto, espera-se que tudo seja resolvido até 2028, para que o centenário da instituição seja celebrado em um contexto mais pacificado.
O estatuto terá de definir que o Opus Dei será uma associação clerical pública, como determinou Francisco.
"Esse rebaixamento de status implica que será uma associação de membros do clero secular [que responde diretamente às dioceses e bispos, diferente do clero que responde a ordens como a franciscana e dominicana], de padres e diáconos, e serão regidos por estatutos aprovados pela Igreja que concedem personalidade jurídica e definem sua missão", explica o cientista político Aldo Fornazieri, professor na Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
"Desta forma, o Opus Dei perderá sua autonomia e privilégios e deixará de ser uma 'igreja dentro da Igreja'", prossegue o professor.
"O líder da organização deixará de ter ascendência exclusiva sobre os integrantes e todos estarão submetidos à cadeia de comando que emana do Vaticano e do papa."
De acordo com nota assinada pelo jornalista Jack Valero, chefe de comunicação do Opus Dei na Grã-Bretanha, "o que está sendo estudado é como o carisma e a dimensão jurídica do Opus Dei podem coexistir".
Leão 14 pode reverter o que foi iniciado por Francisco?

Crédito,EPALegenda da foto,Não há sinais de que o papa Leão 14 vai voltar atrás do que foi determinado por Francisco
Nas últimas semanas, a BBC News Brasil conversou com membros do Opus Dei em quatro países diferentes. Todos solicitaram que seus nomes não fossem citados na reportagem, afirmando que as informações oficiais devem ser dadas pelos escritórios de comunicação mantidos pelo Opus.
Os entrevistados indicaram não se importar com a questão de o prelado não ser mais nomeado bispo.
"Não é uma guerra pelo poder", disse um deles.
"Não estamos preocupados com política interna, nem com hierarquia", comentou outro.
Outro ponto debatido pelos membros da organização é qual pode ser a postura do papa Leão 14, entronado em maio após a morte de Francisco.
Quando o atual papa era simplesmente o bispo Robert Prevost, ele comandou a diocese peruana de Chiclayo, entre 2014 e 2023. É uma região onde há diversos sacerdotes ligados ao Opus Dei.
Isso, na visão de alguns membros, poderia ajudar com que a conduta relacionada ao Opus Dei fosse mais amistosa do que nos tempos de Francisco.
Leão 14 já teve conversas privadas com o prelado do Opus Dei, mas nada indica que retrocederá no que foi determinado por Francisco. Mesmo assim, internamente ainda se espera "pelo menos alguns ajustes", afirmam os membros.
Fornazieri acha que uma mudança de rumos sob o novo papado é "improvável", porque o Opus Dei "vem causando desconforto em vários segmentos católicos".
"Não há uma data publicamente conhecida para que o processo de adaptação ser consumado, mas existem informações de que o papa teria dado um ultimato", comenta o professor.
"Acredita-se que o novo estatuto já esteja em fase final e conclusiva."
Um texto publicado no site do Opus Dei em junho classificou como "falsa" a informação de que o papa Leão 14 teria dado um ultimato cobrando celeridade na elaboração do novo estatuto.
A reportagem questionou o departamento de comunicação do Opus Dei, mas a instituição se limitou a enviar uma sucinta nota à reportagem, assinada pelo jornalista Roberto Zanin, do escritório brasileiro.
No texto, ele enfatizou que a ordem "tem trabalhado, em sintonia com as orientações da Santa Sé, para adequar seu estatuto".
Roberto Zanin afirmou que "o resultado desse trabalho" foi entregue ao Vaticano em junho e que o Opus aguarda a aprovação do papa para, só então, conceder entrevistas sobre o assunto.
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Pois bem: O atual vice-presidente do Brasil, Geral Alckmin é integrante da Opus Dei. O "picolé de chuchu" tem uma ligação histórica com a instituição, sendo frequentemente citado como frequentador de atividades ligadas à obra.
Quanto aos integrantes do governo Trump, vejamos:
Estará o Opus Dei por trás da “conversão” católica a Trump nos Estados Unidos?Foto: RawPixel | Outras Palavras
31 Agosto 2024
Para essa ‘conversão’ de uma parte do catolicismo, o ex-presidente contou com um ‘São Paulo’, Kevin Rogers, que fez dele uma ‘bíblia’ de mais de 900 páginas, um roteiro dessa virada nacionalista cristã.
Roberts começou a ganhar notoriedade após o Projeto 2025, “um plano popular apoiado por mais de 100 grupos conservadores que busca mudar radicalmente uma ampla gama de políticas se Trump for eleito novamente”.
Roberts tem laços estreitos e recebe orientação espiritual regular de um centro dirigido pelo Opus Dei”, organização descrita como “radical” e “grupo católico secreto”.
A linguagem militante de Robert, Leo e Vance pode ter sido inspirada em Escrivá, fundador do Opus Dei espanhol.
A reportagem é de José Lorenzo, publicado por Religón Digital em 30-08-2024.
O novo populismo tem um dos seus profetas em Donald Trump e, em sua deriva personalista, tem conseguido cobrir-se com o manto do nacionalismo cristão e das reminiscências dos primeiros colonos, algo que até agora as igrejas evangélicas e, nos últimos tempos, também o catolicismo, a ponto de, segundo dados do Pew Research Center de abril passado, entre os católicos brancos, 60% se identificarem agora com o Partido Republicano.
Para essa ‘conversão’ de uma parte do catolicismo, o ex-presidente contou com um ‘São Paulo’, Kevin Rogers, que fez dele uma ‘bíblia’ de mais de 900 páginas – o polêmico Projeto 2025 – que é como um mapa dessa virada nacionalista cristã que também tem entre os seus defensores JD Vance, o católico convertido designado por Trump como seu vice-presidente, se vencer as eleições presidenciais para a Casa Branca em novembro próximo.
Além de ser um apologista do que chama de ‘Segunda Revolução Americana’, Kevin Roberts é presidente da Heritage Foundation, um think tank de extrema-direita cujo objetivo é “formular e promover políticas públicas baseadas nos princípios da livre iniciativa, governo limitado, liberdade individual, valores tradicionais americanos e uma forte defesa nacional”.
Além disso, segundo o jornal The Guardian, Roberts "tem laços estreitos e recebe orientação espiritual regular de um centro dirigido pelo Opus Dei em Washington, DC. O Opus Deis é uma organização que o referido jornal britânico, um dos mais influentes do Reino Unido, descreve como um ‘grupo católico radical e secreto’”.
“Roberts reconheceu em um discurso em setembro passado que, durante anos, visitou semanalmente o Centro de Informação Católica (CIC), instituição dirigida por um sacerdote do Opus Dei e registrada pela Arquidiocese de Washington, para assistir à missa e receber ‘formação’ ou assistência religiosa. O Opus Dei também organiza retiros mensais no CIC”, segundo informações do The Guardian.
Roberts, que segundo o New York Times afirmou que poderia ser “sem derramamento de sangue se a esquerda permitir”, começou a ganhar notoriedade como resultado do Projeto 2025 – duramente criticado por Kamala Harris na recente convenção do Partido Democrata – “um plano de base apoiado por mais de 100 grupos conservadores que procuram mudar radicalmente uma ampla gama de políticas se Trump for eleito novamente, desde limitar o acesso ao aborto e aos direitos LGBTQ+ até acabar com programas de diversidade e aumentar o apoio governamental à 'consciência sobre a fertilidade', como rastrear a ovulação e praticar abstinência periódica, em vez de contracepção mais confiável”.
Os mandamentos da 'restauração cristã'
Considerado o ‘cérebro católico’ de Trump e possível chefe de gabinete na Casa Branca caso o magnata derrote Harris em novembro próximo, Roberts apresentou naquela reunião de setembro passado, no CIC, os ‘mandamentos’ para a restauração cristã dos Estados Unidos, em plena comunhão com 'Make America Great Again' (MAGA), o mantra do Trumpismo.
O CIC, como observa o portal Katholisch, "é o lobby do Opus Dei, que tenta influenciar a política americana a partir daqui" e "é a casa de figuras católicas de direita como Roberts, o presidente da Sociedade Federalista, Leonard Leo e JD Vance, o candidato à vice-presidência.
“[Leonard] Leo é um ativista conservador que liderou a missão republicana para instalar uma maioria de direita na Suprema Corte e financia muitos dos grupos signatários do Projeto 2025. Assim como Roberts, Leo também tem ligações com a CIC, ligada ao Opus Dei”, afirma o The Guardian em suas informações.
“Em um discurso de 2022 aceitando a mais alta honraria da CIC, o Prêmio João Paulo II de Nova Evangelização, Leo elogiou o centro e referiu-se aos seus oponentes políticos como 'bárbaros vis e amorais, secularistas e intolerantes dos dias modernos', que estavam sob a influência do diabo”, afirma o jornal.
Linguagem inspirada em Escrivá?
“A linguagem militante de Robert, Leo e Vance pode ter sido inspirada em Escrivá, fundador do Opus Dei espanhol”, diz Katholisch, “cujo movimento se via, entre outras coisas, como uma ponta de lança contra a teologia da libertação na América Latina. Daí surge também a rejeição da ideia de separação entre Igreja e Estado, pois na realidade faz parte da autoimagem que os Estados Unidos têm”.
“Tal como o Projeto 2025, o Opus Dei é na sua essência uma postura reacionária contra a tendência progressista da sociedade”, segundo Gareth Gore, autor de um livro sobre a Obra, e não propriamente muito elogioso. “Durante décadas, a organização dedicou seus recursos à penetração na elite política e jurídica de Washington e, finalmente, parece ter tido sucesso graças à sua estreita associação com homens como Kevin Roberts e Leonard Leo”, afirma em declarações ao The Guardian.
EUA, o último bastião do cristianismo
Também o teólogo Massimo Faggioli, da Universidade Villanova – citado por Katholisch – “constrói uma ponte direta” para o Projeto 2025: “O Opus Dei é uma das forças conservadoras e tradicionalistas do catolicismo que vê os Estados Unidos como o último bastião do cristianismo”.
No entanto, Roberts, que depois de estudar na Universidade do Texas fundou a Academia João Paulo, o Grande, em Lafayette, uma “escola que escolheu o fundador do Opus Dei como seu patrono”, ficou em segundo plano nas últimas semanas, aparentemente devido ao excesso de ardor nos seus postulados restauracionistas e Trump distanciou-se um pouco.
“O fato de o seu nome aparecer várias centenas de vezes no documento [o Projeto 2025] e de [o seu candidato a vice-presidente] JD Vance estar em contato próximo com o arquiteto intelectual do projeto forçou Roberts a retirar-se taticamente”, diz Katholisch.
Mas não foi apenas Roberts que se retirou taticamente. A apresentação do seu livro sobre o Projeto 2025, intitulado The First Light of Dawn [A primeira luz do amanhecer], com publicação prevista para 24 de setembro, também foi adiada para depois das eleições presidenciais.
Vance e “os mosquetões” da batalha cultural
O prólogo dessa obra traz a assinatura de JD Vance e nele ele reivindica o direito de “'montar as carruagens e carregar os mosquetes” para entrar em batalha com as ideias de Robert como 'armas essenciais'”, segundo Katholisch.
Munições, em suma, para a batalha cultural que também querem fazer eco na Espanha, copiando, literalmente – apelo às raízes cristãs, rejeição da 'grande substituição' por migrantes muçulmanos, procura de apoio nos líderes católicos, agradecimento pela argumentação e formação de líderes –, os passos dados anteriormente para fazer de Trump o profeta de um nacionalismo cristão onde é difícil encontrar ecos do Evangelho.
https://ihu.unisinos.br/categorias/643034-estara-o-opus-dei-por-tras-da-conversao-catolica-a-trump-nos-estados-unidos
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