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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

E os governos de todos os níveis, quanto "sonegaram" de serviços essenciais?

Quanto desperdiçaram em obras inacabadas?
Quanto desviaram sem comprovação, por meio dos cartões corporativos?
Quanto doaram às religiões, que ainda gozam de imunidade e de isenções?
Quanto jogaram fora na construção de estádios, que não se prestam a outras atividades, fora dos horários de jogos?
Quanto aplicaram em publicidade, visando promover-se?
Quanto cobraram a mais, por exemplo, nas tarifas de energia elétrica?
Quanto pagaram aos magistrados que até venderam sentença, por conta de aposentadorias?
Quanto desperdiçaram com partidos políticos incompetentes e que só servem para viabilizar negociatas?
Quanto repassaram para concessionárias de serviços públicos pertencentes a lideranças partidárias?

Enfim: são incontáveis as perguntas a serem respondidas por essas corjas que manipulam os valores arrecadados, ao seu bel prazer e só fazem aumentar a carga tributária. 

Uma constatação é inevitável: sonegar é preciso, sob pena de se fazer papel de otário, diante da malversação dos valores arrancados a forceps do povo e das empresas.

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Brasileiros sonegaram R$ 300 bilhões em tributos neste ano


Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Os brasileiros sonegaram R$ 300 bilhões em tributos até agora em 2013. A quantia supera a riqueza produzida pela maioria dos estados. Até o fim do ano, o valor que deixa de chegar aos cofres públicos deverá atingir R$ 415 bilhões, o equivalente a 10% do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país, estima o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz).

O Sinprofaz desenvolveu um placar online da sonegação fiscal no Brasil. Chamada de Sonegômetro, a ferramenta permite acompanhar em tempo real o quanto o país deixa de arrecadar todos os dias. Os números são atualizados constantemente no endereço eletrônico www.sonegometro.com.

De acordo com o estudo, se não houvesse sonegação de impostos, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em até 20% e, ainda assim, o nível de arrecadação seria mantido. A ação faz parte da campanha Quanto Custa o Brasil pra Você?, criada pela entidade em 2009.

A contagem começou em 1º de janeiro. O valor sonegado até o momento é superior à arrecadação do Imposto de Renda em 2011 (R$ 278,3 bilhões). Na comparação com o PIB dos estados, a sonegação estaria em quarto lugar entre as 27 unidades da Federação.

Os R$ 300 bilhões que o governo deixou de receber até agora só estão atrás do PIB de São Paulo (R$ 1,248 trilhão), do Rio de Janeiro (R$ 407 bilhões) e de Minas Gerais (R$ 351 bilhões). A quantia sonegada, informa o Sinprofaz, equivale a mais do que a riqueza produzida pelo Rio Grande do Sul (R$ 252,5 bilhões), pelo Paraná (R$ 217 bilhões) e pelo Distrito Federal (R$ 150 bilhões).

Para chegar ao índice de sonegação, o levantamento do Sinprofaz selecionou 13 tributos que correspondem a 87,4% da arrecadação tributária no Brasil. Os principais tributos analisados foram os impostos de Renda (IR), sobre Produtos Industrializados (IPI) e sobre Operações Financeiras (IOF), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), aContribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e os impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e sobre Serviços (ISS).

O Sinprofaz também incluiu no estudo as contribuições dos empregadores para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e os pagamentos de patrões e empregados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Amanhã (25), o Sinprofaz instalará um painel móvel em Brasília com os números da sonegação. O placar circulará nas proximidades do Congresso Nacional. O sindicato também promoverá a distribuição de materiais educativos.

Edição: Nádia Franco
 Agência Brasil

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