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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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segunda-feira, 20 de abril de 2020

É de chorar...

...não pelos mortos, mas pelos vivos, metidos a espertos, que estão a apoiar esse fascista que se diz presidente democrata e patriota.

De chorar pela inércia das Forças Armadas, engajadas nesse quadro de traição dos interesses nacionais que estamos presenciando desde a derrubada de Dilma, com a participação golpista efetiva e indisfarçável do Poder Judiciário. 

De chorar ante a apatia da maioria da população, que está se deixando dominar por fundamentalistas evangélicos e católicos,  radicais de direita que apoiam o capetão boquirroto e seus filhos, sabujos dos interesses ianques.  

A grande pandemia não é só de covid-19, mas, principalmente, de imbecilidade/covardia e o agente contaminante é Bolsonaro. 

Ou se consegue um remédio, de ação fulminante, para extirpá-lo da vida pública e fazê-lo pagar pelos reiterados delitos contra os interesses nacionais, ou o país irá à bancarrota em pouquíssimo tempo.

A medida a ser adotada é "pra ontem", não havendo mais nenhum tempo, por mínimo que seja,  para se resolver esse quadro lamentável. 

Rompa-se, ou não, a "normalidade democrática" (?), nada é pior do que deixar esse sujeitinho mal intencionado a manipular as massas descerebradas e torná-las forças potencialmente perigosas para o futuro da nação. 

Urge um contra-golpe, sim, para por fim à eliminação galopante dos direitos sociais, principalmente. 

O STF - tendo no gabinete da presidência um general, a fungar no cogote de de Toffoli - tem rasgado a Constituição, sob o olhar acovardado das lideranças sindicais e os trabalhadores encontram-se dispostos a aceitar o pior, como se já não bastasse a supressão de direitos conquistados. A ameaça de sucumbência em ações trabalhistas desmotivou reclamações e a Justiça do Trabalho, outrora trincheira de defesa de direitos (com algumas demandas exageradas, das quais eram culpados muitos advogados, que prestaram relevantes desserviços aos obreiros) tornou-se insignificante.

Os estudantes sentem-se igualmente medrosos, apáticos e incapazes de se manifestar, senão pelas redes sociais. 

Inocularam em tais setores o vírus da covardia e um país onde só um lado se manifesta está fadado ao desastre. 

Os madeireiros estão a demolir a Amazônia, e Ricardo Salles manietou os órgãos de Fiscalização. A Polícia Federal foi cooptada e também manietada pelos prepostos de Bolsonaro e nada se faz contra a eliminação de lideranças do Maranhão, do Pará, que ensaiam incipente - embora corajosa - defesa do meio ambiente. Os assassinos dos martirizados não são descobertos e punidos, como seria de se esperar.

Os caminhoneiros calaram-se, com o preço do combustível nas alturas  e pedágios por todos os lados.

O dólar batendo níveis estratosféricos, a suposta dívida pública sem passar por criteriosa revisão, mantendo-nos atrelados aos sangue-sugas das finanças internacionais e o governo entreguista sugerindo pedirmos dinheiro ao FMI, do qual já nos livramos, embora tenhamos grandes reservas do denominado Fundo Soberano.   

Optou-se por desmontar a indústria nacional, incluindo empreiteiros inescrupulosos e corruptores, é bem verdade.

A mídia de direita - tipo grupo Globo, que se faz de oposição - tenta colocar-se como alternativa ao protesto popular e embora Bolsonaro finja que é um injustiçado por eles, bem sabemos de quem são prepostos, criados que foram na época do Golpe de 1964, pelo grupo Time-Life. 

Os presidentes da Câmara e do Senado, que igualmente fazem pose de resistência à direita fundamentalista, nunca tiveram outro ideal senão o daqueles grupos multinacionais que vivem a sangrar as nossas economias, desde a época da conquista. Ou seja, são legítimos  representantes da mesma direita gananciosa.

A Procuradoria da República, sob a batuta de um bolsonarista, de ontem para hoje simula uma reação à proposta do Coiso de um golpe dentro do golpe, com algo parecido com o AI-5, no que é seguida pelo notório e empedernido conservador Barros, ministro do STF, que de santo só tem a cara. 

O golpe que Jucá confessou - "com o Judiciário, com tudo"- nunca foi tão real, tendo Temer e Cunha apenas dado início. 

Continuaremos a presenciar, inertes, as constantes viagens de Sérgio Moro, de Eduardo Bolsonaro e do próprio Bolsonaro, aos EUA, a prestar contas a Trump, impunemente? 

Quando seremos induzidos a atacar a Venezuela (se é que teremos culhões, estando lá a China e a Rússia), no interesse das petroleiras, ávidas do petróleo de lá?

Se estes não são quadros capazes de nos fazer chorar de raiva, somos mesmo um povinho de macaquitos, como há bom tempo nos rotularam alguns argentinos. 

Pior que a ousadia dos mau intencionados é a apatia dos bons.  


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