6.mar.2026 - 13:21
São Paulo (SP)
Rodrigo Durão Coelho

Curdos cruzam a fronteira Irã e Iraque | Crédito: Safin HAMID / AFP)
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Presentemente não é raro encontrarmos pessoas que adoram animais. Isto remete a Sócrates, o famoso filósofo grego que considerava loucos aqueles que adoram pedras, bocados de madeira que encontram e animais, cfe XENOFONTE - As memoráveis.
Pior do que adorar animais, todavia, parece-me adorar ídolos ou mitos humanos, como está (ou esteve) em moda no Brasil, bem recentemente. A ausência de sensatez, em quem idolatra políticos, sabidamente cheios de repugnantes defeitos, é mais do que óbvia. Chega a ser gritante, escandalosa, verdadeira insanidade.
Primeiro os canalhas sionistas que comandam o poder bélico nos EUA e em Israel atacaram a Venezuela, sob o argumento de que objetivavam restabelecer a democracia e combater o narcotráfico.
Agora, os mesmos canalhas repugnantes atacaram o Irã e como não podem acusar o país de favorecer narcotráfico, limitaram-se a usar o argumento falacioso de defesa da democracia e também de prevenir hostilidades contra o povo de Israel.
Num, como noutro caso, o verdadeiro desiderato dos capitalistas, conservadores e corruptos é adonar-se do petróleo das nações atacadas, mas também, tentar reverter o desgaste da imagem a nível interno: Netanyahu, acusado de corrupção e Trump por seu envolvimento no caso Epstein, afora a loucura das tarifas impostas a parceiros comerciais, que tentam compensar um governo desastroso.
Mas não falta que os apoie, dentre outros os não menos canalhas Milei, da Argentina e Flávio Bolsonaro.
Obviamente, ao contrário do governo brasileiro, os cretinos da CONIB apoiam a ação sionista-ianque no Irã:
A Confederação Israelita do Brasil (CONIB) manifesta seu apoio a Israel e a sua população neste momento em que os Estados Unidos, com apoio de Israel e aliados da região e da Europa, lançam operações contra a ditadura teocrática do Irã. Há 47 anos, o regime iraniano adota uma política externa baseada na destruição de Israel, na desestabilização regional, no financiamento de grupos terroristas e na promoção da violência contra seus vizinhos e contra o próprio povo iraniano. O regime iraniano é hoje o principal patrocinador estatal do terrorismo, financiador do Hamas, do Hezbollah, dos Houthis, que não só buscam a destruição de Israel e dos judeus como oprimem as próprias populações sob seu domínio. O cenário atual é consequência direta dessa estratégia destrutiva do regime teocrático iraniano.
É fundamental distinguir o regime iraniano de seu povo, que recentemente se levantou contra o regime e foi brutalmente massacrado - com estimativas de mais de 30 mil iranianos mortos na repressão.
Fico imaginando a grita da mídia corporativa conservadora se o Irã tivesse bombardeado uma escola para meninas e matado 85 pessoas, como aconteceu com a ação militar perpetrada contra os persas.
Mais um detalhe: não vi nenhuma manifestação do Papa no sentido de condenar os ataques sionistas ao país vizinho e não duvido que, no fundo, apoie as medidas contra o regime dos aiatolás.
Leio notícia no sentido de que os EUA impedem a Venezuela de custear a defesa de Maduro. Se a notícia procede, fica escancarada a intervenção dos ianques na administração daquele país, sendo a presidente apenas um pau mandado do Trump. Vergonhosa interferência que evidencia e perda indisfarçável da soberania nacional, com ofensa ao Direito Internacional.
Está impraticável o processamento de usucapião extrajudicial, tendo-se em conta as inumeráveis exigências que são feitas pelos Ofícios de Registro de Imóveis, por força do Código de Normas da Corregedoria Nacional e também pelo Código de Normas da Corregedoria estadual.
De outro vértice, optando-se pela via judicial, a moriosidade é de lascar. Em suma: que ninguém conte com celeridade numa ou noutra opção.
O governo federal estipulou tantas exigências para a comprovação da posse e de outros aspectos que é simplesmente desanimador.
Para complicar mais um tanto, recentíssima decisão do STJ, aponta para a impossibilidade de se usucapir imóvel administrativamente gravado como área de preservação permanente.
Conclusão: quem for detentor de posse e imaginar que pode transformá-la em propriedade, via usucapião, precisa pensar muito.
Além do mais, os emolumentos e tributos foram enormemente majorados.
Antes, qualquer croquis servia como documento técnico: agora, os profissionais que efetuam a medição do imóvel usucapiendo precisam atender a um rol de exigências inimaginável.
Agrimensores que não se atualizarem, em relação a tais exigências, com toda certeza elaborarão documentos imprestáveis, complicando a vida dos advogados, na fase seguinte.
Curiosamente, na lavratura da ata notarial comprobatória da posse, as exigências que são feitas pelo Ofício de Registro de Imóveis não aparecem.
Outro aspecto: é obrigatória, por força de lei, a intimação do Estado (união, estados e municípios) para, querendo, antepor qualquer impedimento à pretensão do usucapiente. Mas exige-se que o requerente comprove, por exemplo, que a área usucapienda não integra unidade de conservação ambiental. Ora, se os órgãos públicos tomam conhecimento da pretensão, poderão esclarecer tal aspecto, constituindo burocracia infame a exigência de declaração, certidão, etc...
Enfim, a legislação tudo transferiu para encargo dos agrimensores e advogados. Assim, as tratativas de honorários deverão levar em conta o aumento significativo de trabalho para tais profissionais.
E o pior: com muitos órgãos a legislar, a insegurança jurídica é inevitável.




Os auxílios pecuniários disto e daquilo e as boladas de dinheiro retroativas da magistratura são concessões para seduzir os juízes ao estilo bon vivant através de uma identificação caricata com os burgueses.
https://sul21.com.br/opiniao/2026/02/liberdade-como-simulacro-por-luiz-marques/
Todo cuidado é pouco, no caso do cão Orelha e noutros casos semelhantes. A opinião pública é facilmente manejável - inclusive no interesse da ralé que faz da política profissão - e a publicidade opressiva pode engendrar injustiça contra seres humanos, que não é menos lamantável que a injustiça cometida contra cães, cavalos, gatos, passarinhos, ou qualquer outro ser senciente.
Que ninguém se precipite, acusando supostos pais dos menores que causaram a morte do animal, sem prova cabal.
Fazer Justiça exige serenidade, temperamento, cuidado extremo, de sorte a não se crucificar quem não tenha qualquer responsabilidade pelo ocorrido.
Tem muita gente tirando casquinha, a começar pelo delegado, passando pelo prefeito, deputados, vereadores, etc...Essa gente oportunista não tem o menor escrúpulo, quando se trata de "causar", fazer pose de defensores dos animais.
O papel das Universidades, principalmente das públicas, é frequentemente questionado e até avacalhado, mormente pela direita raivosa do Brasil. Lendo Norman Geisler & Frank Turek - Não tenho fé suficiente para ser ateu, encontrei o seguinte texto:
O termo "universidade" é, na verdade, uma composição das palavras "unidade" e "diversidade". Ao freqüentar uma universidade, espera-se que a pessoa seja guiada a encontrar a unidade na diversidade ou, mais precisamente, de que maneira todos os diversos campos do conhecimento (artes, filosofia, física, matemática etc.) se encaixam para fornecer um quadro uniforme da vida.
É uma tarefa nobre, mas é algo que a universidade moderna não apenas abandonou, mas reverteu. Em vez de universidades, temos hoje as pluriversidades. São instituições que consideram todos os pontos de vista tão válidos como quaisquer outros, por mais ridículos que possam ser, com exceção do ponto de vista de que apenas uma religião ou visão de mundo possa ser verdadeira. Esse é o único ponto de vista considerado intolerante e fanático na maioria das universidades.
Já se ouvem vozes no STF apregoando a remessa do caso do Banco Master para a primeira instância.
Advinhem se veremos incidência de prescrição na esfera criminal, para proteger os banqueiros e outros co-autores das sacanagens.
"Bandido bom é bandido morto", salvo se for rico, poderoso e tiver em suas mãos o rabo de certas pessoas.




...ante a iniciativa de Trump sobre o tal Conselho de Paz da Palestina, é porque não adotou os mesmos critérios para lidar com os poderosos, praticados com os países dito subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento.
Aliás, a excrescência do chamado Conselho de Segurança da ONU, formado por países supostamente maiorais, os quais possuem privilégios estatutários na hora de serem tomadas decisões, parece-me a raiz do problema.
Urge se adote a igualdade jurídica dos países-membros, independentemente da contribuição financeira que possam dar à Organização.
...envolvendo Vorcaro (do Banco Master), o deputado Nicolas Ferreira, vulgo "chupetinha" e a Igreja da Lagoinha está em vídeo no Youtube.
O "combativo" e debochado guri, assim comos filhos do Bozo, tem seu telhadinho de vidro de 3 mm!!!
O que não se cogita na reportagem é de que as falhas atribuídas aos para-médicos podem ser consequência do desgaste mental decorrente de salários incondizentes com as necessidades dos servidores.
A pressa é outra inimiga da atenção.
Mas, convenhamos, a pressa/ou a pressão salarial não justificam os incidentes abaixo apontados. Lembro do caso contado por um amigo médico (ortopedista) que estava pronto para iniciar uma cirurgia em um paciente branco (amputação de uma perna), quando notou que estava na mesa um paciente afrodescendente. São descuidos indesculpáveis.
Quando atuei como Assessor Jurídico do Hospital (público) Homero de Miranda Gomes - mais conhecido como Hospital Regional da Grande Florianópolis, agi com o necessário rigor e intolerância contra esse tipo de mazela profissional. Era chamado pelos profissionais da saúde de "puliça". Mas, depois que abdiquei do cargo, fui procurado por médicos para fazer defesas em processos de erros médicos. Obviamente, cada caso tem suas peculiaridades e nem todos que aparentam ser erros profissionais efetivamente o são. A Medicina é uma atividade dita filosofal, mormente no que diz respeito ao diagnóstico, circunstância que aumentam as dificuldades e riscos dos cirurgiões. Por isso a indústria de seguros, no Brasil, como no estrangeiro, fatura tanto em cima dos temores dos profissionais da saúde.
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