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terça-feira, 9 de agosto de 2011

MONSANTO: A ENCARNAÇÃO DO MAL?

A América Latina e o agressor silencioso: Monsanto

  Por Gustavo Carrasquel - de Caracas
 
Monsanto
A Monsanto produziu o Agente Laranja, com o qual os EUA desmataram parte do Vietnã

A América Latina tem um agressor que, até agora, tem atuado silencioso e impune. Uma poderosa e sigilosa empresa que usa armas destrutivas disfarçadas de benfeitoras. Satisfaz mais as necessidades materiais de políticos e empresários do que os que deveriam realmente ser beneficiados. Seus produtos, ainda que muitas vezes não autorizados, experimentam as terras e os corpos dos latino-americanos. Doenças, deformações e mortes prematuras são o resultado deles.

Ela é conhecida por Monsanto, e continua sendo uma das empresas que mais controvérsia tem criado a nível mundial devido aos devastadores resultados sobre a saúde humana, animais, plantas e meio ambiente em geral.

Ela foi fundada em Saint Louis, Missouri, nos EUA, em 1901, por John Francis Queeny, químico veterano da indústria farmacêutica.

Nos seus primeiros anos, a Monsanto distribuiu sacarina. Também forneceu adoçantes à Coca-Cola, tornando-se um dos seus principais provedores. Espero que a maioria de meus leitores saiba dos danos causados por essa bebida.

Na década de 40, fabricava plásticos, incluindo poliestireno e outras fibras sintéticas. Graças a isso, a sacola plástica e outros plásticos em geral são causadores de não sabemos quantas mortes entre tartarugas e cetáceos,   sem falar do incremento de CO2 em todo o planeta.

Estão relacionados com a Searle, que fabricava aspartame, conhecido como Nutrasweet, mas em 2002 a Monsanto vendeu esse negócio, depois das múltiplas denúncias de sua incidência em milhões de casos de câncer. Também tiveram um empreendimento ligado à somatropina bovina (também cancerígena), que foi logo vendido em 2008.

Na década de 60, a Monsanto foi contratada pelo governo norte-americano para produzir um herbicida chamado de Agente Laranja, utilizado na Guerra do Vietnam com a finalidade de destruir a selva vietnamita e as colheitas, privando os vietnamitas de alimentos e de vegetação onde se poderiam esconder. O Agente Laranja foi um potente produto químico que causou 400 mil mortos entre a população vietnamita e perto de 500 mil nascimentos de crianças com malformações, além de baixas entre o próprio exército norte-americano.
Com a pressa em produzir rapidamente o herbicida com custos mínimos, ao produto final foram acrescentadas grandes quantidades de tetraclorodibezodioxina, um subproduto altamente cancerígeno que, entre outras coisas, provoca malformação nos fetos. Isso, juntamente com a capacidade do Agente Laranja em permanecer ativo no solo, tem provocado graves danos às selvas daquele país, assim como geração de crianças com malformações e problemas com câncer.
Agora observamos com estupor como atualmente na selva amazônica brasileira, empresários ligados à criação de gado estão usando o Agente Laranja para desflorestar espaços e aumentar sua expansão (veja aqui a notícia).

Um de seus produtos mais conhecidos, não somente por seu alto volume de vendas, mas também pelas nocivas consequências que traz consigo é o herbicida Roundup, um glifosato tóxico para a saúde. Mesmo assim ele tem sido comercializado como produto de estratégias de negócios e acordos intergovernamentais que outorgaram licença para o seu consumo, razão pela qual a Monsanto está sob investigação pelo Departamento de Justiça dos EUA desde 2009 por publicidade enganosa.
Anexo, segue um documentário para reflexão.

A Monsanto, com o beneplácito de muitos governantes sul-americanos, tem introduzido diferentes tipos de transgênicos em nossos mercados, apesar de boa parte deles estar proibida na Europa e nos próprios EUA.
Que tal? Uma Monsanto que de santo não tem nada!

Gustavo Carrasquel é ambientalista, diretor da Fundação Azul.
Publicado originariamente em Alainet.org
Tradução do espanhol
: Renzo Bassanetti

Fonte: CORREIO DO BRASIL

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