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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Baguetes e acarajés


Além de serem famosos por suas baguetes, os franceses são conhecidos também por fecharem lojas e restaurantes em domingos, feriados e não trabalharem até muito tarde.
Pensando nisso, o padeiro francês Jean-Louis Hecht criou uma máquina de venda automática para baguetes que funciona 24 horas.
"Essa é a padaria do futuro, se outros padeiros não quiserem entrar neste nicho, ele vão ser dizimados", disse Hecht à agência AP.
As baguetes são colocadas pré-cozidas dentro das máquinas e são assadas em segundos quando o cliente deposita um euro (cerca de R$ 2,30).

Bertrand Langlois/France Presse
Francês criou máquina automática de venda de baguetes
Francês criou máquina automática de venda de baguetes

Por enquanto existem apenas duas máquinas de baguete, uma em Paris e outra na cidade de Hombourg-Haut, no nordeste da França --as duas junto às lojas do padeiro-inventor.
Mais de 1.600 baguetes foram vendidas no primeiro mês, em julho, e quase 4.500 em julho.
Segundo Hecht, se as vendas continuarem assim, a máquina será paga em um ano.
O padeiro teve a ideia há uma década, depois de ser incomodado diversas vezes por clientes que queriam baguetes.
Agora, ele acha que a máquina pode revolucionar o estilo de vida dos padeiros, que não terão mais que acordar tão cedo para assar pães.
Os franceses se mostraram céticos a respeito da engenhoca, fazendo jus a também conhecida fama de chatos.
"Com certeza é conveniente -- mas não tem exatamente o mesmo gosto de pão fresco", disse Tiphaine Ath, um técnico em farmácia, após comprar uma baguete na hora do almoço. 


Michel Euler/Associated Press
Franceses compram baguete em máquina em rua de Paris
Franceses compram baguete em máquina em rua de Paris

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Chef instala máquina de fazer acarajés em seu restaurante

PRISCILA PASTRE-ROSSI

Há pouco mais de um mês, o chef baiano Rafael Sessenta trouxe para São Paulo uma máquina de fazer acarajés.
E a instalou embaixo do seu restaurante, o Sotero, recém-aberto no bairro de Santa Cecília, na zona central.
Fora da vista dos clientes, quem vai comer ali nem imagina que exista uma fábrica sob os seus pés. 


Alexandre Rezende/Folhapress
Chef Rafael Sessenta prepara a massa do bolinho em sua "fábrica de acarajés"; aprenda a fazer a iguaria baiana
Chef Rafael Sessenta prepara a massa do bolinho em sua "fábrica de acarajés"; aprenda a fazer a iguaria baiana

Ela é capaz de produzir, por dia, 5.000 bolinhos de acarajé (cuja massa é feita com olho de pombo --um tipo de feijão-- frita em azeite de dendê e recheada com vatapá e camarõezinhos secos) e 5.000 abarás (a mesma massa, mas cozida no vapor e envolta na palha da bananeira).
"Servimos uns 300 miniacarajés [a porção vem com seis unidades, cada uma do tamanho de uma empadinha, e custa R$ 10] e 50 acarajés grandes [que custam R$ 7, cada um] por dia. Ou seja: bem abaixo do que a máquina pode produzir", diz Sessenta, que tem planos de aumentar a produção vendendo kits de acarajé que os clientes possam levar para casa e esquentar em forno ou micro-ondas.
Ele conta que a máquina foi inventada em Salvador, há cerca de três anos, por um senhor de 80 anos, cansado de passar as noites ajudando a mulher a preparar a massa para vender no dia seguinte.
"A invenção do seu Manoel aumentou a produção das baianas de tabuleiro de dezenas para milhares por dia, respeitando todas as etapas artesanais, como a lavagem e a retirada do olho do feijão."
Para avaliar se um acarajé é bom, ensina: o ideal é a massa ficar leve e aerada.



Fonte: FOLHA DE SP

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