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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Michelangelo usou nus de bordéis na Capela Sistina, diz pesquisadora



O pintor, escultor, poeta e arquiteto Michelangelo
di Lodovico Buonarroti Simoni (1475-1564), no traço ao lado, se inspirou nos corpos viris de operários frequentadores de prostíbulos para pintar os nus e seminus dos afrescos do Juízo Final, na Capela Sistina.
É o que afirma a historiadora de arte Elena Lazarrini, da Universidade de Pisa, Itália. Em 2010, ela causou polêmica ao anunciar essa sua tese em um artigo para o jornal italiano
Corriere della Sera. Agora, ela publicou a sua pesquisa no livro "Nudez, arte e decoro – Variações estéticas nos tratados da arte renascentista" (livre tradução para o português).

Elena diz que os afrescos confirmam que Michelangelo era profundo conhecedor de anatomia. Ela observa que a pintura mostra os músculos tensos após um dia duro de trabalhadores serviçais, o que se reflete no rosto deles.


Michelangelo, um homossexual não assumido, era assíduo frequentador de bordéis, que em muitos casos se apresentavam como casas de banhos. Mal comparando, seriam as casas de massagem de hoje no Brasil.


No livro, Lazarrini mostra que muitos dos santos e infiéis do Juízo Final são retratados em posições obscenas. É o caso de um condenado que é puxado para o inferno pelos testículos. Há também beijos e abraços ambíguos, sugerindo homossexualidade.


Ela diz que não só Michangelo, mas outros artistas, como Leonardo da Vinci e Bronzino, frequentavam em Roma e Florença esses pontos de prostituição masculina e feminina.


O Juízo Final -- 3,7 m por 12,2m – foi pintado entre os anos de 1.536 e 1.541. Michelangelo teria feito a obra a contra-agosto porque se considerava mais escultor do que pintor.


A hierarquia da Igreja Católica chegou a cogitar a demolição da Capela Sistina por causa do erotismo do artista. Para aplacar a ira de bispos e arcebispos, o papa Pio V (1504-1572) pediu ao artista Daniele da Volterra que cobrisse a genitália de algumas figuras.


A Capela Sistina fica no Palácio Apostólico, residência oficial do papa no Vaticano. Na época em que Michangelo pintou os afrescos, Biagio da Cesena, mestre de cerimônias do papa Júlio II, disse que a obra era mais adequada para “banhos públicos e tabernas” do que para um local de culto.



Fonte: PAULOPES WEBLOG

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