Morreram 85 civis em ataques da Otan na segunda-feira
Povoado foi atacado para que rebeldes pudessem entrar em Zliten pelo sul
Desde março, alvos líbios são bombardeados pelas forças aliadas
(Mahmud Turkia / AFP )
Oitenta e cinco civis - 33 crianças, 32 mulhers e 20 homens
pertencentes a 12 famílias - morreram na segunda-feira em Majer,
localidade ao sul de Zliten, oeste da Líbia, em bombardeios da Otan,
denunciou nesta terça-feira um porta-voz do regime de Muamar Kadafi. "O
povoado foi atacado para que os rebeldes pudessem entrar em Zliten pelo
sul", declarou Mussa Ibrahim a um grupo de jornalistas levados ao
lugar.
Na segunda-feira, o presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, tachou a
Otan de "organização terrorista" por atuar "contra as leis
internacionais" em seus bombardeios contra Kadafi na Líbia. Durante um
discurso pelo Dia Nacional dos Heróis, Mugabe qualificou os europeus de
"loucos" que rejeitam a verdade e desafiam a legislação internacional,
porque estão tentando matar Kadafi e mataram alguns de seus filhos
deliberadamente.
"Essa é a razão pela qual a Otan é uma organização terrorista. Perdeu sua legitimidade. Temos que estar preparados porque isto pode se repetir em qualquer país africano", acrescentou o governante zimbabuano. Mugabe, à frente da União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica, governou o país sozinho e de forma autoritária desde a independência da Grã-Bretanha, em 1980, até a frágil aliança com o Movimento por Mudança Democrática do primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai, em 2009.
"Essa é a razão pela qual a Otan é uma organização terrorista. Perdeu sua legitimidade. Temos que estar preparados porque isto pode se repetir em qualquer país africano", acrescentou o governante zimbabuano. Mugabe, à frente da União Nacional Africana do Zimbábue - Frente Patriótica, governou o país sozinho e de forma autoritária desde a independência da Grã-Bretanha, em 1980, até a frágil aliança com o Movimento por Mudança Democrática do primeiro-ministro, Morgan Tsvangirai, em 2009.
(Com agência France-Presse, via Rev. VEJA)
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