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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Jesus adolescente é personagem de sátira de escritor ateu


No século 1º, o romano Flato procura uma fonte milagrosa cuja água dê sabedoria a quem a beber. Ele percorre o mundo e experimenta a água de onde passa, mas o único efeito que obtém é a formação de gases intestinais. Na Palestina, ele é contratado por um garoto para desvendar um crime atribuído injustamente ao seu pai. Esse menino é bochechudo e tem orelhas de abano. Seu nome é Jesus, que se torna assistente nas investigações de Flato, de quem leva reprimendas e cascudos.



Esse é o resumo da sátira “A assombrosa viagem de Pompônio Flato” (Editora Planeta) escrita pelo espanhol Eduardo Mendonza (foto), 68. Ele é um estudioso das religiões e ateu.

Mendonza começou a escrever o livro como um divertimento e deu conta de que poderia abordar a religião e a história por intermédio do humor. Ele classifica o livro como um ‘thriller esotérico’.

Pegou a adolescência de Jesus porque se trata de um período sobre o qual não há relatos na Bíblia. “Nem há a certeza se Jesus existiu mesmo. Como os evangelhos canônicos não falam da infância de Jesus, decidi jogar com esse vazio, como poderia ter inventado uma história sobre o Rei Artur ou o Super-homem.”

Ele afirma que o romance não é blasfemo, tanto que não houve reação da Igreja Católica. O que é de se lamentar, diz em tom de brincadeira, porque, se igreja tivesse criticado o livro, ele teria vendido mais. “E, na melhor das hipóteses, eu teria sido excomungado.”

O escritor não vê contradição em um ateu conhecedor das religiões. Disse que, como no caso da maioria das pessoas, recebeu uma educação contaminada pela crença e se tornou ateu aos poucos, à medida que ia tomando consciência da repressão religiosa ao sexo e de todo o tipo.

“Era cruel submeter os rapazes ao temor constante por um Deus implacável”, disse. “Mais tarde dei conta de que tudo não passa de um sistema absurdo inventado por homens malvados que queriam submissão das demais pessoas.”

Como ateu, diz, ele está em condições de observar as religiões com isenção e senso crítico, como no caso da avaliação que faz das escrituras sagradas dos cristãos.

A Bíblia propõe a conquista pela força, a vingança, o assassinato, a submissão da mulher, a superioridade de uma raça e de uma religião sobre as demais. É um conjunto de horrores. Mas não deixa de ser um relato muito divertido.”

Fonte: PAULOSWEBLOG

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