Walter Alves/Gazeta do Povo

De sabor suave e altos índices de ômega-3, o peixe é um dos campeões na preferência nos restaurantes do Litoral do Estado
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Quando ele chega à rede junto com outros peixes, é motivo de alegria para o pescador, que nem sempre consegue fisgar um robalo de primeira. A espécie se reproduz na Baía de Guaratuba e, por conta do seu gosto suave, é bastante apreciada na gastronomia.
São dois tipos de robalos: o flecha (de maior porte, que se reproduz em águas quentes, como o Litoral do Nordeste) e o peva, menor e mais comum no Litoral paranaense, que atinge até quatro quilos. Outra vantagem do peixe é que ele se adapta tanto à água salgada quanto à água doce. “Por isso a predominância dentro de baías, já que ele pode viver em uma situação de constante mudança de água”, diz o professor de Aquicultura do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná, Fabiano Bendhack, que estuda a espécie há sete anos e desenvolve pesquisas sobre o cultivo do robalo.
O pescador Guido Ramos, o “Gula”, com 28 anos de pescaria em Matinhos, conta que antigamente o robalo dava até em rio. “Havia um rio que passava nas imediações de onde hoje é o Corpo de Bombeiros que costumava trazer boas safras de robalo. Isso foi na década de 1960. Por volta de 1967 aterraram o rio e o peixe foi ficando um pouco mais raro.”
Hoje, é difícil o pescador que arma a rede só para ir atrás da espécie. “Além disso, fica difícil pegá-lo mais longe da praia”, conta Gula. Uma portaria (085/2009) impede a colocação de redes na praia, para não prejudicar banhistas e surfistas. “Só pode ser feito após meia milha náutica, cerca de 926 metros da beira”, explica o comandante da Companhia de Polícia Ambiental do Paraná (Força Verde), Durval Tavares Júnior.
O Robalo na Telha “das antigas” é o carro-chefe do restaurante La Bodeguita, em Matinhos, e foi inventado pelo proprietário Sidney Agassi há dez anos. O peixe é recheado com palmito e queijo e é coberto com molho vermelho. “Queria criar algo diferente. Além disso, a receita é convidativa também para os dias mais frios”, ressalta Agassi. O peixe é feito inteiro na telha, e pode ser acompanhado de arroz com alho e salada de alface e tomate. Apesar dos temperos e do molho, o gosto característico do peixe permanece. E o sucesso também: em dias mais movimentados, o restaurante vende até 50 pratos por dia.
Ingredientes
1 robalo inteiro, com 1,5 kg
150 gramas de palmito
120 gramas e queijo
Sal, limão e alfavaca a gosto
5 tomates maduros
1 cebola
1 pimentão
1 vidro de leite de coco (200 ml)
15 gramas de champignon
1 ovo cozido
Queijo para gratinar
Preparo
Limpe o peixe, tempere com o sal, limão e a alfavaca. Corte ao meio e recheie com o queijo e 120g de palmito. Asse por 30 a 40 minutos. Para o molho, doure a cebola, o pimentão, junte os tomates e o leite de coco. No final, junte o champignon, o ovo e o restante do palmito. Coloque o peixe na telha, jogue o molho e o queijo por cima. Leve ao forno para gratinar por alguns minutos. Serve até três pessoas e custa R$ 70.
Serviço:
Restaurante La Bodeguita, Avenida Paranaguá, 6.000, Matinhos, fone (41) 3452-6606 e sitewww.labodeguitaparana.com.br.
Fonte: GAZETA DO POVO (Curitiba)
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