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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Assuada ou "arrastão" - Um crime bastante violento e que está de volta

O que hoje se convencionou referir pela gíria "arrastão", em tempos passados, com pequenas variantes, também era praticado e a legislação portuguesa, que também vigorou no Brasil, antes  do Código Criminal, lhe atribuía o nome de "assuada" (Ordenações Filipinas, Livro V, 45).

Do Vocábulo Jurídico, de autoria de DE PLÁCIDO E SILVA (Edit. FORENSE), extrai as seguintes explicações:
Segundo o conceito das Ordenações, assim se entendia o ajustamento de dez ou mais pessoas estranhas que, em tumulto, saem a fazer mal a alguém. Tanto basta que o grupo de pessoas tente perturbar a ordem ou o sossego público, pela balbúrdia, promovendo distúrbios e provocando alardes.

Na versão atual da assuada, os integrantes de bandos agem armados, roubam, quebram coisas e maltratam pessoas, o que agrava a ilicitude e merece reprimenda mais efetiva do Estado. 

Também as chamadas "torcidas organizadas" de times de futebol estão a praticar modalidade de assuada, quando molestam pessoas nas ruas e quebram instalações de prédios, danificam veículos e outros bens materiais. 

Aproximam-se do terrorismo, embora nunca se tenha visto qualquer referência ao caráter ideológico do arrastão, se é que existe tal componente psicológico em tais ações grupais. 


É o cangaço moderno, praticado nas regiões urbanas, sem que sejam identificadas as lideranças (não se conhece nenhum Lampião, ainda), por um amontoado de descerebrados, energúmenos que não podem ter motivação ideológica, porque não são politizados.


O pior é que, dos grandes centros, tendem a se multiplicar país afora, sem que o aparelho estatal consiga dar conta de reprimir tais procedimentos. 


Em tais momentos, muita gente se questiona se agiu certo quando, atendendo convocação do governo, entregou sua arma ao Estado, o qual não consegue conter a violência e os bandidos, bem armados, acabam por cometer abusos indescritíveis, por todos os lados. 


O povo ordeiro e trabalhador se vê desprotegido, acuado, constrangido e maltratado e os bandidos triunfam , exultam e gozam do produto dos seus saques.

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Bando faz arrastão em prédio no Morumbi

Um bando de pelo menos oito homens, armados com pistolas e uma metralhadora, invadiu e fez um arrastão em um prédio de alto padrão no Morumbi (zona oeste de SP) na manhã de ontem. Cinco dos oito apartamentos foram roubados. Ninguém foi preso.
Moradores dizem que a quadrilha entrou pela garagem em dois carros --um Palio e um EcoSport. Segundo a polícia, eles usaram um controle clonado do portão. Em seguida, os suspeitos renderam o zelador e outros moradores que desceram ao térreo.
Segundo Ingrid Christensen, 41 anos, oito pessoas foram feitas reféns --entre elas, sua sua filha de oito anos. "Ela tinha descido para passear com a cachorra. De repente, vi a cachorra sozinha e desci para procurar minha filha. Foi então que outros moradores me chamaram e disseram que ela estava com eles. Os ladrões tinham acabado de sair", disse. 


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Polícia confirma terceiro arrastão em 24 horas no Rio

Motoristas foram assaltados em via que liga os bairros de Botafogo e Laranjeiras, na zona sul da capital fluminense

Daniel Gonçalves, especial para o iG | 07/10/2010 07:43

Um novo arrastão assustou motoristas na noite de quarta-feira (6) na rua Mundo Novo, que liga os bairros de Botafogo e Laranjeiras, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo agentes da 10ª DP (Botafogo), duas pessoas registraram queixa do roubo de um carro após criminosos fecharem a via.
O crime aconteceu por volta das 19h. Pelo menos quatro bandidos praticaram o assalto. Outros motoristas teriam sido roubados, mas a informação não foi confirmada.
Na manhã de quarta-feira, um bando promoveu um arrastão no Elevado Paulo de Frontin, no Rio Comprido, zona norte, e levou um carro. Os criminosos teriam fechado a via com outro veículo roubado uma hora antes na rua São Francisco Xavier, na Tijuca.
O mesmo grupo teria cometido um arrastão também no Elevado na noite de terça-feira. (5). O titular da 6ª DP (Cidade Nova), Luiz Alberto Andrade, afirmou ao iG que “provavelmente os dois arrastões foram cometidos pelos mesmos indivíduos, que não encontraram resistência na primeira ação e repetiram o crime”.
No final da tarde de quarta, um adolescente de 12 anos morreu e uma mulher ficou ferida durante uma troca de tiros entre policiais e supostos criminosos no Morro da Mangueira, na zona norte. A ação visava recuperar os carros roubados no Elevado Paulo de Frontin.
Na semana passada, bandos fizeram pelo menos cinco arrastões em 48 horas em vias da cidade do Rio e na Baixada Fluminense. Um suposto criminoso morreu nas ações e ao menos 15 pessoas foram assaltadas.
De acordo com o delegado Luiz Alberto Andrade, a polícia tinha informações de que os criminosos levaram os veículos roubados na via para o Morro da Mangueira. Agentes recuperaram um automóvel.
A Polícia Militar confirmou na quarta a troca de comando em 12 batalhões em todo o Estado do Rio de Janeiro.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br


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Torcida uniformizada do Palmeiras pode ser proibida de frequentar estádios de futebol!!! Grupo de torcedores do Palmeiras destruiram o portão de um condomínio, em Perdizes. Uma bandeira do Corinthians colocada na sacada de um dos apartamentos em um condomínio em Perdizes, Zona Oeste de São Paulo, provocou o ataque de fúria de torcedores palmeirenses no último domingo (6).

Logo após o término da partida que culminou na derrota do Palmeiras para o Corinthians, um grupo de torcedores seguia para Perdizes, onde ficam as sedes do Palmeiras e das torcidas organizadas.

O grupo comandado por um rapaz de bermuda se aproxima do portão do prédio e começa a dar chutes no portão até o destruirem, o rapaz que comandava toda a ação ameaçou invadir o condomínio, discutiu com o porteiro e acabou jogando uma placa de propaganda para dentro do prédio.

As câmeras de prédios vizinhos registraram a movimentação. A polícia deve analisar nesta terça-feira (8) as imagens que flagraram o ato de vandalismo. Um dos objetivos é identificar o responsável por comandar o ataque ao condomínio.

O Estatuto do Torcedor, que vigora desde o ano passado, diz que torcidas organizadas que agirem com violência podem ser proibidas de frequentar os campos de futebol por até três anos. Para isso, a polícia precisa provar que brigas e depredações tenham sido planejadas e que tenham ocorrido numa distância de até 5 km do estádio.

A distância do condomínio é de apenas 1,1 km, mas se a investigação não chegar às torcidas organizadas, os torcedores identificados nas imagens podem responder pessoalmente pelo vandalismo.

”Ele (o torcedor identificado) será responsabilizado com uma pena de reclusão, que é a pena de prisão, de um a dois anos. Se for primário, será afastado do campo de futebol por até três anos”, diz o promotor Paulo Castilho.



Fonte: http://www.alltv.com.br

2 comentários:

Anônimo disse...
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