Família de Luciene precisou recorrer ao
Ministério Público Federal para aliar o tratamento médico aos rituais
indígenas de cura quando a menina foi picada por uma cobra
A família entrou com processo contra o Estado do Amazonas, a União e Fundação Nacional de Saúde (Funasa)
A família da garota da etnia tucano Luciane Tomé Barreto,
de 13 anos, entrou com uma ação por danos morais contra o Estado do
Amazonas, a União e Fundação Nacional de Saúde (Funasa) alegando ter
tido a dignidade de condição indígena da menina violada pela maneira
como o poder público atuou durante seu tratamento de saúde, há dois
anos.
À época, Luciane foi picada por uma cobra, quase teve sua perna
amputada e sua família precisou recorrer ao Ministério Público Federal
para aliar o tratamento médico aos rituais indígenas de cura. Luciane
hoje anda sem auxílio de muletas e faz fisioterapia para recuperar os
movimentos do pé direito. A reportagem sobre o caso foi publicada pelo
jornal O Estado de S. Paulo em fevereiro de 2009.
"O que mais nos deixa felizes é ver Luciane andando, sabendo que hoje
ela estaria sem uma das pernas se tivéssemos confiado só na medicina e
num primeiro diagnóstico radical", destaca o tio da garota, João Paulo
Barreto. Luciane está morando desde a semana passada em Manaus com o
tio, para ter o acompanhamento necessário de fisioterapia e recuperar os
movimentos do tornozelo e pé direitos.
A família pede na ação R$ 500 mil de "compensação pecuniária". O caso
tramita na 7ª Vara Federal e no início dessa semana Estado e União
contestaram a ação, de acordo com o advogado Ricardo Albuquerque.
Luciane teve o pé picado diversas vezes por uma jararaca em janeiro de
2009, quando procurava iscas para a pesca em sua aldeia. Seus pais
remaram quase três horas para o posto médico em busca do soro
antiofídico. Sempre acompanhados por um pajé, ao chegar ao município de
São Gabriel da Cachoeira, a 1.215 quilômetros de Manaus, foi decidido
que ela iria ser transferida para a capital amazonense.
O périplo por hospitais culminando na recusa da família da amputação da
perna de Luciane e na exigência de ter o tratamento tradicional
indígena aliado ao médico durou quase um mês. "Todo esse sofrimento sem
que a família tivesse nenhum funcionário da Funasa os acompanhando e
auxiliando, por isso também a ação inclui a fundação", explica o
advogado.
Fonte: http://exame.abril.com.br
Família de Luciene precisou recorrer ao Ministério Público Federal para aliar o tratamento médico aos rituais indígenas de cura quando a menina foi picada por uma cobra
A família entrou com processo contra o Estado do Amazonas, a União e Fundação Nacional de Saúde (Funasa)
A família da garota da etnia tucano Luciane Tomé Barreto,
de 13 anos, entrou com uma ação por danos morais contra o Estado do
Amazonas, a União e Fundação Nacional de Saúde (Funasa) alegando ter
tido a dignidade de condição indígena da menina violada pela maneira
como o poder público atuou durante seu tratamento de saúde, há dois
anos.
À época, Luciane foi picada por uma cobra, quase teve sua perna
amputada e sua família precisou recorrer ao Ministério Público Federal
para aliar o tratamento médico aos rituais indígenas de cura. Luciane
hoje anda sem auxílio de muletas e faz fisioterapia para recuperar os
movimentos do pé direito. A reportagem sobre o caso foi publicada pelo
jornal O Estado de S. Paulo em fevereiro de 2009.
"O que mais nos deixa felizes é ver Luciane andando, sabendo que hoje
ela estaria sem uma das pernas se tivéssemos confiado só na medicina e
num primeiro diagnóstico radical", destaca o tio da garota, João Paulo
Barreto. Luciane está morando desde a semana passada em Manaus com o
tio, para ter o acompanhamento necessário de fisioterapia e recuperar os
movimentos do tornozelo e pé direitos.
A família pede na ação R$ 500 mil de "compensação pecuniária". O caso
tramita na 7ª Vara Federal e no início dessa semana Estado e União
contestaram a ação, de acordo com o advogado Ricardo Albuquerque.
Luciane teve o pé picado diversas vezes por uma jararaca em janeiro de
2009, quando procurava iscas para a pesca em sua aldeia. Seus pais
remaram quase três horas para o posto médico em busca do soro
antiofídico. Sempre acompanhados por um pajé, ao chegar ao município de
São Gabriel da Cachoeira, a 1.215 quilômetros de Manaus, foi decidido
que ela iria ser transferida para a capital amazonense.
O périplo por hospitais culminando na recusa da família da amputação da
perna de Luciane e na exigência de ter o tratamento tradicional
indígena aliado ao médico durou quase um mês. "Todo esse sofrimento sem
que a família tivesse nenhum funcionário da Funasa os acompanhando e
auxiliando, por isso também a ação inclui a fundação", explica o
advogado.
Fonte: http://exame.abril.com.br
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