Afirmou que o cartão de doador de órgãos de Ratzinger se tornou
inválido quando ele se tornou papa. Argumentou que, quando um papa
morre, seu corpo tem de ser sepultado intacto porque pertence a toda
igreja.
“[Além disso], se órgãos do pontífice fossem doados, eles se tornariam
relíquias em outros organismos caso o papa seja declaro santo”, disse
Gaenswein.
Com essa argumentação, o secretário desconsiderou o fato de que, na
maioria dos casos, a identidade dos doadores é mantida sob sigilo.
Gaenswein escreveu uma carta a um médico alemão para que ele pare de
citar o papa como exemplo de doador de órgãos, como forma de incentivar a
prática.
O
médico – cujo nome não foi divulgado – se nega a atender ao pedido, e
talvez porque Ratzinger, mesmo como papa, defendeu a doação em várias
ocasiões.
Em 2008, por exemplo, ao receber participantes de um congresso
internacional de doadores, ele disse: "Existe de fato uma
responsabilidade do amor e da caridade, que empenha a fazer da própria
vida um dom para os outros, se uma pessoa quer verdadeiramente realizar a
si mesma. Como o Senhor Jesus nos ensinou, só quem dá a própria vida a
pode salvar".
Fonte: http://www.paulopes.com.br/
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