Há 15 anos, bastava um anúncio de três linhas no jornal para atrair 200
candidatas a um emprego doméstico numa segunda de manhã. Hoje, com
ofertas também via SMS e internet, menos de 30 candidatas por dia vão
às agências atrás de uma vaga.
O resultado da conta é que os salários subiram e está cada dia mais
difícil de encontrar mão de obra disponível, segundo reportagem de Cristina Moreno de Castro publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
A diretora de RH Cinthia Bossi, 39, abriu mão de contar com alguém que
dormisse em casa ou trabalhasse nos finais de semana. Chegou a trocar
de empregadas seis vezes em cinco meses e vai ter que trocar pela
segunda vez neste mês. Nos últimos três anos, o salário que paga subiu
de R$ 600 para R$ 1.000.
Especialistas ouvidos pela Folha traçaram o seguinte
panorama: mais mulheres entraram no mercado de trabalho, precisando
cada vez mais de empregadas para cuidar de casa. Ao mesmo tempo, o
aumento das oportunidades de trabalho e de educação fez com que menos
pessoas quisessem seguir o trabalho doméstico, ainda muito
discriminado, inclusive pela legislação do país.
| Isadora Brant/Folhapress | ||
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