Perfil

Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

Mensagem aos leitores

Benvindo ao universo dos leitores do Izidoro.
Você está convidado a tecer comentários sobre as matérias postadas, os quais serão publicados automaticamente e mantidos neste blog, mesmo que contenham opinião contrária à emitida pelo mantenedor, salvo opiniões extremamente ofensivas, que serão expurgadas, ao critério exclusivo do blogueiro.
Não serão aceitas mensagens destinadas a propaganda comercial ou de serviços, sem que previamente consultado o responsável pelo blog.



domingo, 5 de junho de 2011

Abstenção alta, nas eleições de Portugal - Desesperança no pais ou descrença nos políticos?

Enquanto Portugal não afastar o jugo do Império Vaticano do seu cogote, nunca recuperará sua fama de país respeitado e progressista. O ranço católico é uma fonte de atraso para qualquer nação que almeje se projetar.


Lá, como aqui, urge reproclamar a República, ou, como diria um célebre revolucionário francês, "enforcar o último político corrupto nas tripas do último padre". 


Como, nos tempos atuais, não é só a ICAR quem suga o povo, é preciso chutar o traseiro dos clérigos, pastores evangélicos e outros embusteiros, também. 


Chega de canga, sendo óbvio que não me refiro ao jornalista que tem tal apelido, mas ao artefato de madeira usado sobre o pescoço dos bois, para mantê-los atrelados.


Liberdade já, devemos todos proclamar e praticar.


Gostem, ou não, o Papa e seus asseclas, só pode se considerar digno e gozar de respeito um país que valorize a laicidade, efetivamente.


O povo de Portugal já deu exemplos incontáveis de coragem e destemor: bem que poderia partir de lá mais um exemplo, desta feita de repúdio ao domínio dos homens de batina e outros tantos de paletó e gravata, os quais por lá já começam a se impor, igualmente.


Um povo que sonhe com a respeitabilidade não pode se portar como "rebanho", deste ou daquele credo, sujeitando-se a pastores. 


Quebrem os cajados dos pastores nos lombos dos próprios e façam-se donos dos próprios destinos. Ou continuem o primo pobre da Europa, para o nosso desencanto, que descendemos das valorosas e gloriosas etnias lusas.


-=-=-=-=


Praia, tempestades e abelhas colaboram com abstenção em Portugal

Os líderes políticos incentivaram os portugueses a votarem neste domingo para escolher um Governo que salve a nação da crise, mas mesmo assim muitos não foram às urnas e optaram pela praia enquanto outros não foram devido a protestos, abelhas e tempestades.

Em uma jornada tranquila, mas com uma participação inferior em relação as eleições legislativas de 2009, o chefe de Estado, o conservador Aníbal Cavaco Silva, foi o primeiro a alertar do perigo de um dia caloroso e ensolarado para o exercício civil.

O presidente confessou seu temor que com o sol forte que fazia em Lisboa surgisse "a tentação de ir à praia e deixar os outros votarem".

Apesar de, como os demais líderes portugueses, lembrou a grave situação econômica que sofre Portugal, obrigado a solicitar em abril um resgate financeiro a Bruxelas, Cavaco não conseguiu mobilizar o suficiente os cidadãos.

Após oito das 12 horas de votação, 41,98% dos eleitores contra o 43,3% foram às urnas em comparação com as eleições anteriores, cuja abstenção final foi de 40,3%.

Enquanto isso, as praias dos arredores de Lisboa estavam lotadas enquanto muitos colégios eleitorais da capital nem sequer formavam filas.

Mas em outras zonas do país, as pessoas não foram à praia e enfrentaram o mau tempo que impediu muitos portugueses de comparecerem às urnas.

Em uma jornada com chuvas e tempestades anunciadas no final da tarde na maioria dos distritos portugueses, houve quem deixou o voto para o último momento e não pôde chegar às urnas por culpa das enchentes, como no caso de muitos cidadãos de Beja.

Por outro lado nos municípios de Tondela, Alijó e Castro Daire foram os próprios cidadãos que impediram a votação em sinal de protesto.

Indignados pela falta de médicos na região, o fechamento de uma escola e a demora das obras da estrada principal, os descontentes decidiram impedir a entrada aos colégios eleitorais e puseram cadeados em suas portas que obrigaram a Guarda Nacional Republicana a intervir.

Em Cabril, o boicote foi mais efetivo, ao infestar o colégio eleitoral de abelhas que tornaram a votação impossível sem o traje protetor dos apicultores.

Fonte: TERRA

Nenhum comentário: