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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Moradores denunciam desaparecimento de corujas buraqueiras em Jurerê Internacional em Florianópolis


Animais teriam sido soterrados para o terreno ser usado como estacionamento


Moradores denunciam desaparecimento de corujas buraqueiras em Jurerê Internacional em Florianópolis Hermínio Nunes/Agencia RBS
Espécie de coruja buraqueira também pode ser encontrada no Costão do Santinho, em Florianópolis Foto: Hermínio Nunes / Agencia RBS

Moradores de Jurerê Internacional, em Florianópolis, denunciaram ao Ministério Público o desaparecimento de corujas buraqueiras que viviam em um terreno que pertence a uma construtora. Segundo eles, os animais foram soterrados para que o local fosse usado como estacionamento de um clube. Essa espécie de coruja cava buracos no chão para abrigar os filhotes.
De acordo com a moradora Betina Martins, além de os carros supostamente destruírem as tocas, os buracos teriam sido tapados com estacas o que pode ter matado fêmeas e filhotes. Betina contou em entrevista à RBS TV que chamou a polícia várias vezes, fez um Boletim de Ocorrência e se surpreendeu ao ver os ninhos soterrados.
— Nunca me passou pela cabeça que alguém colocaria estacas e soterraria para matar. Percebi depois de cinco dias sem ver as corujinhas aqui. Resolvi dar uma olhada e não acreditei no que vi. Sinceramente chorei muito naquele dia — relatou Betina.
Ela disse que destapou as tocas quatro vezes e recolheu as estacas usadas para soterrá-las, mas não adiantou. Segundo a moradora, havia sete ninhos com cerca de seis corujas em cada um deles. Agora, sobraram três corujas, que seriam machos. A época de reprodução desta espécie foi em março.
— Vimos os três, que acreditamos ser machos, gritando pela família que não estavam mais aí — afirmou o morador Antônio Mormul.

— Vamos nos deslocar mais uma vez até o local, tomar o depoimento do dono terreno, da empresa que fez a obra, da senhora Betina, a testemunha. Além de procurar naquele terreno indícios de que as corujas foram mortas — disse o capitão Jardel Carlito da Silva, da Polícia Ambiental.

Moradores organizam manifestação

A empresa, proprietária do terreno, disse que vai consultar a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) para saber quais medidas deve tomar. O clube que supostamente usa o terreno como estacionamento disse que a casa tem estacionamento próprio e não tem nada a ver com o fato de os clientes usarem o local para deixar os carros.
Os moradores organizam uma manifestação no próximo sábado em frente ao terreno.

— Que ser é esse que chega aqui e faz uma coisa assim? Tinha filhotes. Nós não vamos desistir — disse a ambientalista Mari Paines. 

Com informações da RBS TV, via DC

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