(...)
Relação entre a Igreja e o Estado
A religião e a política são âmbitos diferentes, embora não separados,
pois o homem religioso e o cidadão fundem-se na mesma pessoa que está
chamada a cumprir, tanto os seus deveres religiosos, como os seus
deveres sociais, económicos e políticos. No entanto, é necessário, que
«os fiéis aprendam a distinguir com cuidado os direitos e deveres que
lhes competem por pertenceram à Igreja e os que lhes competem enquanto
membros da sociedade humana. Esforcem-se por conciliá-los entre si,
tendo presente que, em qualquer assunto temporal, devem guiar-se pela
consciência cristã, dado que nenhuma actividade humana, nem sequer na
ordem temporal, pode subtrair-se ao império de Deus. Concretamente, no
nosso tempo é da maior importância que essa distinção e esta harmonia
brilhem com suma clareza no comportamento dos fiéis» [5]. Pode dizer-se
que nestas palavras se resume o modo como os católicos devem viver os
ensinamentos do Senhor: «Dai, a César o que é de César e a Deus o que é
de Deus» (Mt 22,21).
A relação entre a Igreja e o Estado implica, portanto, uma distinção sem separação, uma união sem confusão (cf. Mt
22,15-21). Essa relação será correcta e frutuosa se seguir três
princípios fundamentais: aceitar a existência de um âmbito ético que
precede e informa a esfera política, distinguir a missão da religião e
da política, favorecer a colaboração entre estes dois âmbitos.
(...)
Fonte: http://www.opusdei.pt
Nenhum comentário:
Postar um comentário