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Advogado - Nascido em 1949, na Ilha de SC/BR - Ateu - Adepto do Humanismo e da Ecologia - Residente em Ratones - Florianópolis/SC/BR

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Gente de Ratones - Seu QUIDO e outros delegados

Antes da função de policiamento civil ser concentrada em Canasvieiras (7ª Delegacia), Ratones contou com delegados próprios. Um nativo e ainda morador do Distrito, relata que o Delegado conhecido como seu Quido  (EUCLIDES DAMASCO), que atuou durante 22 anos no cargo,  lhe aplicou, assim como a outros garotos envolvidos na traquinagem, como conseqüência de um furto de pequeno valor (aqueles costumeiros furtos de melancia e abacaxi,  de natureza famélica, ou decorrentes de simples molecagem) um corretivo sui generis: arrancar congonha (também conhecidas como rinchão) com as próprias mãos. Era a antecipação do que hoje o Poder Judiciário chama de penas alternativas.  Assim, o Delegado Quido   (que foi nomeado à época do Governo Ivo Silveira, pelo então Secretário de Segurança, Dr. Heitor Sché), deu lição de sapiência, evitando que os garotos fossem levados às barras dos Tribunais e conduzidos à cadeia, onde, certamente, teriam se aperfeiçoado com criminosos perigosos, passando do simples furto esporádico de frutas para delitos de  muito maior potencial lesivo. 

Outro delegado, citado pelo Sr. PONCIANO, foi o cidadão Boaventura Antonio Pereira, que era casado com dona Maria Elpo. O Sr. Boaventura foi nomeado pelo interventor Nereu Ramos, ocupou o cargo de Delegado de Polícia entre os anos de 1937 e 1962, ou seja, durante 25 longos anos, vindo a falecer em 29/07/1979, segundo seu filho (Cilo).

Também exerceu as funções de Delegado o Sr. LEOPOLDO ALVES DE BRITO. Conta o Sr. ALDO que, certa feita, acometia o gado vacum e cavalar de nossa região uma doença maligna (raiva) e a população, devota de São Sebastião (pobre gente inocente!), mobilizou-se e realizou uma procissão, para pedir a intersecção do Santo e a cessação daquela doença, que tanto prejuízo dava. 
Alguns circunstantes, aproveitando-se do evento social-religioso, tomaram umas cachaças além da conta e o resultado foi uma bela confusão, que resultou na ação do Delegado Leopoldo (este ofendido, durante a tentativa de acabar com a balbúrdia) que mobilizou a Polícia do centro desta Capital, mandando prender diversos encrenqueiros. 
Parece algo sem maior significado, mas, naquela época, algum dos nativos dormir na cadeia  era motivo de grande vergonha e comentários por longo tempo.

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