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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Henry Sobel não parou de trabalhar depois da polêmica prisão


O rabino acusado de furto dá uma entrevista sem papas na língua

Jornal do BrasilFernanda Dannemann
Rabino e celebridade, Henry Sobel é ótimo de conversa: e, sem papas na língua, ele não tem pudores em dizer, em suas entrevistas, que adorou o Festival de Woodstock, que fumou – tragou – e gostou de maconha, e que um rabino pode sim, errar, porque também é gente. Reconhecido no mundo inteiro por sua veia pacifista, Sobel  já não figura entre o personagens dos noticiários de TV, desde que, sob efeito de medicamentos, foi acusado de furtar gravatas, em 2007, nos EUA. Mesmo longe da mídia, ele segue com seu trabalho. “Não estou afastado. Dirijo os serviços religiosos na Hebraica de São Paulo, principalmente as grandes festas, e também dou palestras e participo de eventos sobre religião e assuntos semelhantes”, conta. A seguir, a conversa que tivemos sobre o perdão, assunto de um livro que pretende escrever. 
O sr. acredita que foi perdoado pela sociedade?
Não sei. É preciso consultar as pessoas que me magoaram para saber se fui, de fato, perdoado. Mas estou bem com a minha consciência e otimista em relação ao presente e ao futuro. Tenho muito chão pela frente como rabino e como ser humano. E as pessoas que não têm vontade ou condições para perdoar, não vão interferir no meu otimismo.
O sr. tem mágoas?
O que eu sinto é decepção. Como qualquer ser humano, confio nos outros, mas, às vezes, a pessoa receptora simplesmente se revela não digna de confiança. Aí vem a palavra traição. Eu me sinto traído por algumas pessoas, mas sou muito mais recompensado por aqueles que corresponderam às minhas expectativas. E, mesmo quando sou traído, procuro superar meus sentimentos e busco dar uma segunda chance. A mágoa afeta mais a vítima do que o agressor.
Fonte: Jornal do Brasil

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