O ser humano que aceita conceitos, dogmas, landmarks, "verdades sabidas", sem ter coragem de sobre eles refletir e, quando deles discordar, questioná-los, não faz jus ao cérebro de que é dotado, se é que o possui em bom estado.
Crer, simplesmente acreditar, naquilo que os outros lhe afirmam, como verdades irrefutáveis, não é posicionamento digno de nenhum ser humano.
O absoluto não existe. A fidelidade a conceitos tradicionais, porque emanados de doutrinas políticas, religiosas, sociais ou de qualquer outra espécie, induz o risco da escravização, do marasmo, da estagnação da humanidade.
É indispensável pensar, discutir, discordar quando preciso, manifestar repúdio, reagir, até com a força, em certos casos de extrema necessidade, ou os ditadores de todos os matizes farão prevalecer seus gostos, seus caprichos, suas torpezas sobre o interesse coletivo mais autêntico.
A natureza nos põe no mundo pequeninos, nos faz crescer, envelhecer e morrer, como a demonstrar que as mudanças devem ser plurais na vida do ser humano. Nenhum filho sai exatamente igual aos seus pais. A natureza não gosta de padrões inflexiveis, imutáveis, rançosos. Ela é dada à inovação, às transformações, às metamorfoses.
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