Da boca pra fora, muita gente afirma: "eu amo Floripa".
Pois tenho uma série de questões a levantar, valendo-me das perguntas que seguem:
Você procura escolher e votar com consciência?
Você já tomou alguma atitude para combater a corrupção dos administradores?
Você já participou de reuniões na Associação de Moradores, para discutir soluções os problemas comunitários?
Você participou das reuniões e deu sugestões para o Plano Diretor?
Você trata devidamente o lixo que produz?
Você questiona o desleixo com as ruas que fazem parte do sistema viário do Município?
Você exige qualidade de ensino para o seu filho?
Você exige que o Posto de Saúde funcione a contento?
Você postula melhoria da qualidade da água que lhe é servida?
Você se insurge com o excesso de barulho que afeta a qualidade de vida da sua comunidade?
Você questiona seu vizinho que liga o esgoto residencial à rede pluvial, sem qualquer tratamento?
Você questiona seu vizinho que liga o esgoto residencial à rede pluvial, sem qualquer tratamento?
Você reage diante do desmatamento dos morros ou das margens de rios? Você já plantou alguma árvore na vida? Você joga embalagens plásticas e/ou bitucas de cigarro nas vias públicas?
Você descarta pilhas e baterias no lixo comum?
Você descarta pilhas e baterias no lixo comum?
Você denuncia maus tratos aplicados aos animais? Você participa ou fecha os olhos quando vê pessoas praticando a famigerada "Farra do Boi"?
Você reage diante da aplicação de veneno para a capina de áreas públicas?
Você chama o Conselho Tutelar, o Ministério Público ou a Polícia, se algum pai ou mãe se excede na correção dos atos de um filho ou se larga a criança na rua?
Você esperneia se é discriminado ou se vê alguém ser discriminado, em razão de cor, sexo, religião, nacionalidade, naturalidade ou qualquer outro motivo?
Você aciona o PROCON se constatar abuso de comerciante ou prestador de serviço?
Você denuncia comportamento inadequado de policial ou guarda municipal truculento?
Você chama a Prefeitura para coibir o fechamento, por um particular, de uma passagem centenária para a praia ou para outra área de lazer comunitário?
Você repreende uma criança, jovem ou adulto que esteja a danificar uma praça ou qualquer outro bem público?
Você questiona um dono de automóvel que estacione em cima de uma calçada ou em vaga destinada a pessoas com necessidades especiais?
Você repara e não se conforma com emprego de dinheiro público a favor de um ou outro culto?
Você exige qualidade da energia elétrica ofertada pela concessionária?
Você exige que a sua região e as demais regiões do Município sejam servidas por transporte público eficiente, pontual, higiênico e a preço razoável?
Você exige do seu patrão o devido respeito e a observância dos limites legais para jornada e descanso semanal?
Você trata o estrangeiro com cortesia e respeito, assim como ao nacional?
Você respeita os idosos e os socorre quando se envolvem em situações difíceis?
Você possui capacidade de agir ou de se omitir para o bem do interesse coletivo?
Você defende a cultura local, como a pesca artesanal, com uso de redes, espinhel, tarrafas, garatéias, etc..., em contraposição ao turismo, ao surf e à circulação de lanchas com motores de popa possantes, os quais trituram as redes e enchotam os pescadores dos espaços marítimos e das praias?
Você se insurge contra a ocupação da faxia de areia das praias por cadeiras colocadas por hotéis e restaurantes, que agem como que privatizando aqueles espaços?
Você esbraveja contra a invasão dos espaços destinados à circulação, no Mercado Público, pelos donos de boxes gananciosos?
Você considera errada a ocupação de calçadas e outros espaços públicos por tabuleiros e cabines destinadas à venda de cartões de telefone e outras quinquilharias?
Você concorda com a ocupação de calçadas e espaços sob marquises por pessoas que dornem ao relento, em decorrência da sua extrema pobreza e por falta de habitação e, também, por vagabundos que não possuem a menor disposição para o trabalho?
Você se insurge contra a ocupação da faxia de areia das praias por cadeiras colocadas por hotéis e restaurantes, que agem como que privatizando aqueles espaços?
Você esbraveja contra a invasão dos espaços destinados à circulação, no Mercado Público, pelos donos de boxes gananciosos?
Você considera errada a ocupação de calçadas e outros espaços públicos por tabuleiros e cabines destinadas à venda de cartões de telefone e outras quinquilharias?
Você concorda com a ocupação de calçadas e espaços sob marquises por pessoas que dornem ao relento, em decorrência da sua extrema pobreza e por falta de habitação e, também, por vagabundos que não possuem a menor disposição para o trabalho?
Obviamente, muitas outras perguntas teriam cabimento neste espaço, sendo as que formulei apenas uma amostra das posturas que os verdadeiros cidadãos podem adotar em defesa do interesse difuso e supraindividual, que podem repercutir na qualidade de vida de todos, nativos e adventícios, moradores e visitantes, de sorte que o Município se torne cada vez mais agradável para se viver e receber turistas.
Pense bem se você se preocupa com as situações acima abordadas e tire a conclusão se efetivamente você ama Floripa, levando em conta que amar uma cidade não é apenas usufruir das boas coisas que ela oferece, mas contribuir para o bem-estar alheio também, pela preservação dos recursos naturais dos quais não podemos prescindir, pela segurança das pessoas e dos animais, pelo bom emprego dos recursos públicos e pela eficiência da administração pública, incluindo a Justiça.
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