“Enriquecimento ilícito é pecado”
A Igreja Católica apoia a
criminalização do enriquecimento ilícito, mas adverte para a necessidade
de se estudar profundamente a matéria, em termos jurídicos, por forma
que as regras sejam claras.
Todos
os padres e bispos contactados pelo CM manifestaram apoio à petição do
jornal. Também o ex-bispo de Setúbal, D. Manuel Martins, subscreve a
petição e defende que a criminalização deve ser alargada a todos os
cidadãos suspeitos de enriquecimento rápido.
"A
apropriação ilegal de bens é pecado, segundo os cânones da Igreja, e não
pode, em meu entender, ser aceite como actividade lícita pelas leis
civis", disse ao CM D. Januário Torgal Ferreira, bispo das Forças
Armadas e vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social. Mas o prelado
adverte para a necessidade de "um debate profundo sobre a matéria", por
forma que "não se caia num exagero fiscalizador, numa espécie de atitude
persecutória para com quem produz riqueza".
Para o
padre Manuel Morujão, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, "o
que não é lícito é injusto e, como tal, prejudica alguém". O secretário
dos bispos diz que "não pode deixar de reprovar-se que se enriqueça
dessa maneira, lesando terceiros". O padre Américo Aguiar, vigário geral
da diocese do Porto, entende que a criminalização do enriquecimento
ilícito "é uma questão lógica, porque o que é ilícito não pode ser
legal". Contudo, pede também clareza, nomeadamente ao nível do ónus da
prova.
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COMENTÁRIO MAIS VOTADO
"Era
bom que a Igreja explicásse como é que o Vaticano é dos estados mais
ricos do mundo, e de que forma é que enriqueceu.Foi de forma lícita???"
tugatuga
Fonte: CORREIO DA MANHÃ
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