Essa notícia correu o mundo ontem. Puxo agora referência do jornal O Globo e da Hype Science.
O excelentíssimo representante máximo do catolicismo apostólico, Sr.
Joseph Ratzinger, o “Papa” (a.k.a. Bento, o “Dezesseis”), afirmou em
entrevista que o deus judaico-cristão está por trás do suposto evento
causador da origem do nosso unvierso, o Big Bang.
Eu não vou procrastinar minhas idéias nucleares em detalhes a muito
batidos porque essa história é extremamente velha e desgastante, a
arcaica mania da Religião, enquanto política, pateticamente tentar
preencher buracos que a ciência ainda não pode preencher e, quando a
ciência remove a religião de certo buraco e o preenche com lógica e razão,
ela corre até outros buracos além e sem perder a pose olha para a
humanidade e diz “lero-lero”. Já vimos isso acontecer com a teoria do
heliocentrismo, do formato do planeta, das origens estelares, na teoria
da evolução das espécies, com a gravidade, as mudanças climáticas,
remissão de doenças crônicas e eticétera.
Se amanhã descobrir-se e provar-se que o Big Bang foi obra da colisão
de um corpo ultra-dimensional contra uma matéria mega-condensada, que
depois viajou pela película do espaço-tempo contínuo pra formar um
segundo universo em outra dimensão, das duas uma: nosso amigo cristão
vai dizer que esse corpo é Deus, ou que Deus o lançou de encontro ao Big
Bang. As possibilidades regridem infinitamente, mas vamos deixar o
velho homem em paz com suas histórias de arrebanhar pequenas mentes não é
mesmo?

“Eles me amam! ^_^ “
————————————————————————————-
O que eu gostaria de abordar nessa postagem de hoje são alguns
exemplos colhidos dessa proclamação papal ocorrida ontem. Não da figura
do Sr. Ratzinger, independente de sua indole ou ações do passado, mas
pela figura representativa do Papa na humanidade, desde seus tempos de
glória e poder autocráticos até sua monarquia figurativa nos dias de
hoje, e como é fácil utilizar dessa posição pra prestar desserviços à
humanidade por simples insinuações baseadas em posições estabelecidas em
pele de cordeiro embaixo de uma árvore no Monte das Oliveiras, 2011
anos atrás.
“O universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos. O cristão deve rejeitar essa idéia.”
Vamos colocar o Papa na posição que lhe é de direito por
excelência: a de formador de opinião. É preocupante alguém desde patamar
sugerir isso pras pessoas, especialmente as de pouca instrução, pois
insere no contexto que mais vale seguir os conselhos do bom velhinho que
buscar conhecimento, em si, por mérito e não por ordem. Normalmente o
Papa diz o que é e o que deixa de ser, para seus fiéis, quando a ciência
não responde. Para prencher o vazio, a pessoa pode recorrer ao
conhecimento ou a fé, e a segunda opção é muito mais fácil, obviamente.
Mas o Papa não deixa uma segunda escolha: ele instrui que o fiél rejeite
idéias diferentes daquelas.
“Contemplando (o universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do criador, a criatividade inesgotável de Deus”
Não é preciso ser nenhum filósofo ou especialista em comunicação
social pra entender qual é a motivação do Papa em deitar-se em um leito
de mistério pra justificar a confirmada existência emocional de um deus
agente por trás de toda a estrutura da existência. Onde houver uma
pergunta sem resposta, haverá a necessidade de mistificá-la e torná-la
inacessível por nós, para que então a aflição da pergunta não respondida
suma. O mártir disso tudo? Cristo. Antes havia uma luta da Igreja pra
manter o cristão na ignorância, mas hoje existe uma luta para acabar com
a sua vontade de perseguir o conhecimento além do que já lhe foi
estipulado pela religião como quota aceitável.
“Algumas teorias científicas são mentalmente limitadoras porque chegam apenas até certo ponto … e não conseguem explicar a realidade última…”
Essa premissa é clássica, é um argumento falso que muitos
manipuladores usam pra convencer um público, que é refletir o próprio
erro sobre o argumento que o prova errado. É como dizer para um ateu
“Deus existe porque ele precisa existir pra ter algo pra você não
acreditar!”. O Papa quis dizer que, se a ciência fosse satisfatória pra
responder as dúvidas da humanidade, todas as dúvidas teriam sido
respondidas. Já que ela não pode, o Cristianismo (aqui pressupondo a
religião como dententora máxima de todo o conhecimento humano) preenche
essa lacuna.
—————————————————————————-
Antes estivéssemos diante apenas de um comportamento prepotente mas
inofensivo. O fato é que o Papa exerce influência sobre milhões de
pessoas no mundo, direta e indiretamente (através dos ministérios e
arquidioceses). Tais idéias vão de encontro às declarações de Bento XVI
de “desmistificar as parábolas bíblicas” e buscar um utópico casamento
da ciência com a religião.
Digamos que, se o Papa e o Cristianismo estão de mãos dadas no
terceiro estágio do luto, algumas doutrinas estão com os dias contados.
Fonte: http://igrejaateista.tumblr.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário