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domingo, 9 de janeiro de 2011

Papa diz que Deus fez o Big-Bang


Essa notícia correu o mundo ontem. Puxo agora referência do jornal O Globo e da Hype Science.
O excelentíssimo representante máximo do catolicismo apostólico, Sr. Joseph Ratzinger, o “Papa” (a.k.a. Bento, o “Dezesseis”), afirmou em entrevista que o deus judaico-cristão está por trás do suposto evento causador da origem do nosso unvierso, o Big Bang.
Eu não vou procrastinar minhas idéias nucleares em detalhes a muito batidos porque essa história é extremamente velha e desgastante, a arcaica mania da Religião, enquanto política, pateticamente tentar preencher buracos que a ciência ainda não pode preencher e, quando a ciência remove a religião de certo buraco e o preenche com lógica e razão, ela corre até outros buracos além e sem perder a pose olha para a humanidade e diz “lero-lero”. Já vimos isso acontecer com a teoria do heliocentrismo, do formato do planeta, das origens estelares, na teoria da evolução das espécies, com a gravidade, as mudanças climáticas, remissão de doenças crônicas e eticétera.
Se amanhã descobrir-se e provar-se que o Big Bang foi obra da colisão de um corpo ultra-dimensional contra uma matéria mega-condensada, que depois viajou pela película do espaço-tempo contínuo pra formar um segundo universo em outra dimensão, das duas uma: nosso amigo cristão vai dizer que esse corpo é Deus, ou que Deus o lançou de encontro ao Big Bang. As possibilidades regridem infinitamente, mas vamos deixar o velho homem em paz com suas histórias de arrebanhar pequenas mentes não é mesmo?

"Eles me amam! ^_^"
“Eles me amam! ^_^ “
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O que eu gostaria de abordar nessa postagem de hoje são alguns exemplos colhidos dessa proclamação papal ocorrida ontem. Não da figura do Sr. Ratzinger, independente de sua indole ou ações do passado, mas pela figura representativa do Papa na humanidade, desde seus tempos de glória e poder autocráticos até sua monarquia figurativa nos dias de hoje, e como é fácil utilizar dessa posição pra prestar desserviços à humanidade por simples insinuações baseadas em posições estabelecidas em pele de cordeiro embaixo de uma árvore no Monte das Oliveiras, 2011 anos atrás.
“O universo não é fruto do acaso, como alguns querem que acreditemos. O cristão deve rejeitar essa idéia.”
Vamos colocar o Papa na posição que lhe é de direito por excelência: a de formador de opinião. É preocupante alguém desde patamar sugerir isso pras pessoas, especialmente as de pouca instrução, pois insere no contexto que mais vale seguir os conselhos do bom velhinho que buscar conhecimento, em si, por mérito e não por ordem. Normalmente o Papa diz o que é e o que deixa de ser, para seus fiéis, quando a ciência não responde. Para prencher o vazio, a pessoa pode recorrer ao conhecimento ou a fé, e a segunda opção é muito mais fácil, obviamente. Mas o Papa não deixa uma segunda escolha: ele instrui que o fiél rejeite idéias diferentes daquelas.
“Contemplando (o universo), somos convidados a enxergar algo profundo nele: a sabedoria do criador, a criatividade inesgotável de Deus”
Não é preciso ser nenhum filósofo ou especialista em comunicação social pra entender qual é a motivação do Papa em deitar-se em um leito de mistério pra justificar a confirmada existência emocional de um deus agente por trás de toda a estrutura da existência. Onde houver uma pergunta sem resposta, haverá a necessidade de mistificá-la e torná-la inacessível por nós, para que então a aflição da pergunta não respondida suma. O mártir disso tudo? Cristo. Antes havia uma luta da Igreja pra manter o cristão na ignorância, mas hoje existe uma luta para acabar com a sua vontade de perseguir o conhecimento além do que já lhe foi estipulado pela religião como quota aceitável.
“Algumas teorias científicas são mentalmente limitadoras porque chegam apenas até certo ponto … e não conseguem explicar a realidade última…”
Essa premissa é clássica, é um argumento falso que muitos manipuladores usam pra convencer um público, que é refletir o próprio erro sobre o argumento que o prova errado. É como dizer para um ateu “Deus existe porque ele precisa existir pra ter algo pra você não acreditar!”. O Papa quis dizer que, se a ciência fosse satisfatória pra responder as dúvidas da humanidade, todas as dúvidas teriam sido respondidas. Já que ela não pode, o Cristianismo (aqui pressupondo a religião como dententora máxima de todo o conhecimento humano) preenche essa lacuna.
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Antes estivéssemos diante apenas de um comportamento prepotente mas inofensivo. O fato é que o Papa exerce influência sobre milhões de pessoas no mundo, direta e indiretamente (através dos ministérios e arquidioceses). Tais idéias vão de encontro às declarações de Bento XVI de “desmistificar as parábolas bíblicas” e buscar um utópico casamento da ciência com a religião.
Digamos que, se o Papa e o Cristianismo estão de mãos dadas no terceiro estágio do luto, algumas doutrinas estão com os dias contados.

Fonte: http://igrejaateista.tumblr.com/

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