Em
declarações aos jornalistas numa visita ao mercado de Campo de Ourique,
em Lisboa, Fernando Nobre ouviu histórias de "pessoas que têm oitenta e
tal anos com reformas de miséria e têm que trabalhar até ao fim da
vida".
Para o candidato, "não são só os valores da
macroeconomia que interessam, interessa também a microeconomia, as
pessoas". "Os micro e pequenos empresários estão com dificuldades
extremas e é para essas realidades concretas que temos que nos virar",
disse Fernando Nobre.
Por cada comerciante do
mercado ouvido pelo candidato, um rol de queixas. Da falta de clientela
às taxas que têm que pagar para ocupar os espaços no mercado, são
"histórias que todos os governantes deviam ter ouvido", referiu Fernando
Nobre.
"Um futuro presidente da Repúblcia tem que
sentir o pulso da população portuguesa e o bater deste pulso está muito
fraco", afirmou o candidato, que esta terça-feira se estreou em
campanha na capital.
Depois de uma discreta
entrega de panfletos junto à estação fluvial do Cais do Sodré, Fernando
Nobre recolheu a impressão de que "as pessoas estão cansadas,
revoltadas, fartas".
Aos candidatos cabe "ouvir"
as suas queixas e depois "perspectivar um país que precisa de uma
mudança radical e em que os portugueses terão que participar", defendeu.
Fonte: CORREIO DA MANHÃ (Portugal)
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